O apresentador de televisão Ricardo Chab e seu advogado Antônio Neiva de Macedo, presos na última sexta-feira, suspeitos de extorsão, passaram mais uma noite na cadeia, agora, em cela especial, destinada a presos com escolaridade de nível superior. Seus advogados tentam relaxamento de prisão, que ainda não foi concedido pela Justiça. A decisão deve ser julgada hoje. Novas denúncias surgiram contra Chab e deverão ser averiguadas.

O inquérito que investiga a extorsão que a dupla e o presidente da Câmara de Vereadores de Colombo, Onéias Ribeiro, teriam cometido contra a empresa de segurança Centronic, deve ser encerrado hoje. Onéias foi interrogado e liberado.

Troca

De acordo com os advogados Haroldo Natter, que defende Chab, e Rafael de Melo, do escritório René Dotti, que defende Macedo, outro juiz teve que ser designado para julgar a liberdade provisória. O juiz Pedro Luís Sanson Corat, da Central de Inquéritos, pediu seu afastamento, por ser cliente de um dos advogados que defendem os detidos. Em seu lugar, foi designado Lourival Chemin, da Vara de Penas e Medidas Alternativas.

Caso os investigados não sejam libertados hoje, seus advogados entrarão com pedido de habeas corpus. ?As provas que o caso necessita já foram colhidas. Não há base suficiente para continuar sustentando a prisão deles?, diz Melo. Ambos estavam desde sexta-feira numa cela comum, do Centro de Triagem (CT) II.

Centronic

Chab teria cobrado R$ 150 mil da Centronic, para não expor o nome da empresa em seu programa de televisão. Seguranças da Centronic são suspeitos de envolvimento no assassinato do estudante Bruno Strobel Coelho Santos, em outubro do ano passado. A Rede Independência de Comunicação, emissora onde Chab apresentava um programa, rompeu contrato com o jornalista e, ontem, começou nova programação.