Foto: Átila Alberti

Arilton passava por ruas de pouco movimento quando foi atacado.

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Um tiro certeiro, cercado de mistério. Assim pode ser definido o assassinato do representante comercial Arilton Francisco, 62 anos, ocorrido no início da tarde, em São José dos Pinhais. Ao volante do Gol placa AOI-5876 de Curitiba, Arilton foi baleado com um tiro no olho, que saiu próximo à nuca. O veículo andou até bater contra o muro de uma casa, situada entre as ruas Luiz Rafael Poplade e Roberto M. Credo, na Vila Iná. ?Primeiro ouvi um barulho que parecia bombinha. Logo em seguida ouvi um estrondo do carro contra o muro?, contou uma moradora.

Socorristas do Siate foram chamados para atender a um acidente de trânsito, mas quando viram o homem morto dentro do carro, perceberam que se tratava de homicídio. De acordo com o soldado Aguiar Ribeiro, do 17.º Batalhão de Polícia Militar, uma testemunha contou que o assassino vestia uma jaqueta marrom peruana e que fugiu a pé.

Mistério

O que intriga a polícia é o motivo do assassinato, uma vez que a vítima não tinha antecedentes ou qualquer envolvimento com o crime. O modo como Arilton foi morto também está nebuloso. Segundo o perito criminal Emir Gebram, a maneira como o corpo foi encontrado indica que Arilton estava ao volante e que o criminoso atirou de fora do veículo.

A polícia suspeita que o representante comercial possa ter reagido a um assalto, mas a dúvida é como Arilton foi abordado. ?Ele foi baleado em um região erma da Vila Iná, talvez na hora que reduziu a marcha para atravessar a preferencial. Entretanto, geralmente os roubos acontecem em sinaleiros, quando o carro está parado, o que não é o caso?, contou o superintendente da delegacia local, Altair Ferreira.

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Na noite de ontem os policiais iriam conversar com a família da vítima para tentar descobrir mais sobre a vida dela. No documento do Gol, que está quitado, indica que Arilson morava na Rua Eduardo Sprada, no Campo Comprido.