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A “dança das cadeiras” promovida pela Polícia Civil nas delegacias de Curitiba não foi bem-recebida por todos. O delegado Gerson Machado, que nos últimos cinco meses comandou a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), disse que foi informado apenas pela imprensa de sua transferência para o 6.º Distrito Policial (Cajuru).

Em nota, ele informa que se recusou a atender a um pedido do delegado Luis Carlos de Oliveira, da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), relacionado a lojas de autopeças. “Disse que não iria atender por ser contra os meus princípios”, declarou Machado, sem esclarecer o teor do pedido.

Aposta

Oliveira negou que tenha pedido a Machado para fazer ou deixar de fazer alguma coisa. “Apostei nele e o trouxe de Campina Grande do Sul para baixar os índices de furtos e roubos de veículos em Curitiba, mas os números só caíram no primeiro mês, depois se igualaram aos anteriores”, defendeu-se. “Ele pode falar o que quiser, mas vai ter que provar e responder pelo que disse”, acrescentou.

De acordo com Machado, os índices de queixas de veículos furtados e roubados por dia caíram pela metade e 11 donos de autopeças foram presos e autuados em flagrante. “Restabeleci a ordem na carceragem, que peguei descontrolada e consegui a transferência de 65 presos”, afirmou Machado.

Normal

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinícius Michelotto, ressaltou que as mudanças ocorrem de maneira tranquila e rotineira, e destacou que nenhum fato extraordinário ocasionou as transferências.