A reconciliação do casal Alexandre Luciano da Silva, 32 anos, e Illeika Anny Kokote de Oliveira, 21 anos, durou pouco e terminou de forma trágica. Os dois foram encontrados mortos no início da tarde deste domingo (4), na casa onde moravam, na Rua Takeo Oyama, no Jardim Bonfim, em Almirante Tamandaré.

Segundo informações da Polícia Militar, por volta das 2h40, Alexandre desferiu dois tiros contra a namorada, com um revólver calibre 38, acertando-a na cabeça. Em seguida, com a mesma arma, o funcionário público tirou sua própria vida, também com um disparo na cabeça.

Não se sabe se a cabeleireira estava acordada ou se dormia no momento de sua morte. Segundo o perito do Instituto de Criminalística, Elmir Machado de Oliveira, “não havia outros sinais de agressão, apenas queimaduras devido à proximidade dos disparos”.

Os dois estavam sozinhos em casa, pois o filho deles, o pequeno Cristoph, de apenas dois anos, estava passando a noite na casa da mãe de Illeika. O casal estava novamente junto há cerca de três meses, tendo se reconciliado depois de anos de relacionamento. Os corpos foram encontrados pelo irmão de Alexandre, André da Silva, que mora em uma casa localizada no mesmo terreno em que o casal residia, por volta do meio-dia.

De acordo com ele, apesar de não terem ouvido os tiros durante a madrugada, a família estranhou que eles não tivessem aparecido na casa ao lado para almoçar até aquele horário. “Eles não costumavam acordar tarde e sempre almoçavam com a gente nos domingos. Então, fui à casa deles para chamar e notei que tinha alguma coisa errada quando vi, pela janela, a coberta meio levantada. Tive que arrombar a porta para poder entrar”, explica.

O irmão de Alexandre ainda garante que a família não entende o motivo para o funcionário público ter cometido o ato de assassinar sua namorada e se matar em seguida. “Não vimos acontecer nada estranho, eles estavam bem, sem brigar. Tinham até saído esses dias para fazer compras e o Alexandre, inclusive, parou de fumar e beber por causa dela, depois que eles voltaram a morar juntos”.

No entanto, a irmã de Illeika, Illana Kokote de Oliveira, contesta a história de André. “Se estivesse tudo bem, isso não teria acontecido. Eles tiveram um relacionamento conturbado desde o começo. O Alexandre vivia batendo na minha irmã, inclusive durante a gravidez. Foram pelo menos três agressões graves que a gente sabe”, conta. A própria Polícia Militar confirma que há registro de pelo menos um boletim de ocorrência contra Alexandre, por agressão, de setembro do ano passado.