Uma intrincada trama deve estar por trás do assassinato do jovem Reginaldo de Oliveira, 27 anos, ocorrido na madrugada de ontem. A vítima, que morava no bairro Água Verde, em Curitiba, foi encontrada morta na margem da Estrada do Botiatuva. As primeiras informações levantadas pela polícia dão conta que Reginaldo era um homem trabalhador e que não tinha qualquer envolvimento com o crime.

Às 7h de ontem, um morador que passava pela estrada, situada no bairro Botiatuva, avistou o corpo de Reginaldo e acionou a polícia. Logo que chegaram no local, os policiais encontraram dois projéteis de pistola calibre 380 perto do corpo, os quais, segundo o perito Eumir Machado de Oliveira, foram deflagrados na cabeça do jovem.

O que também chamou a atenção dos policiais foi a aparência do rapaz. Ele estava bem vestido e tinha um bom celular em seu bolso. Junto ao corpo dele, a polícia não encontrou documentos que pudessem identificá-lo, os quais provavelmente foram levados pelo assassino.

O superintendente Clóvis, da delegacia de Araucária, entrou em contato com alguns conhecidos da vítima através dos números registrados no aparelho de telefone dela. Assim soube o nome e a idade do rapaz e também que ele morava no bairro Água Verde com um amigo e os dois trabalhavam num badalado bar do bairro. Por morar perto do emprego, Reginaldo fazia o trajeto a pé.

Na noite de sexta-feira, ele teria saído de casa para o trabalho quando teria sido abordado pelo assassino. A família dele é de Foz do Iguaçu. “Em princípio o rapaz é uma pessoa de bem, trabalhadora, que não tem envolvimento com drogas ou crimes. Vamos conversar pessoalmente com os amigos dele para saber o que teria motivado este assassinato. Ao que tudo indica, ele foi pego em Curitiba e trazido para cá para ser morto”, finalizou o policial Clóvis.