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Painel do Crime

Quinze pessoas são assassinadas na cidade de Guaíra

Disputa entre quadrilhas rivais resulta em chacina no Oeste do Estado

  • Por Giselle Ulbrich, Afp

Dívida de R$ 4 mil ao tráfico de drogas teria sido o motivo da maior chacina do Paraná. No início da tarde de ontem, 15 pessoas foram assassinadas em Guaíra, oeste do Estado, a 662 quilômetros de Curitiba.

Oito ficaram feridas e algumas tiveram que se fingir de mortas para escapar dos tiros. As vítimas foram fuziladas dentro de uma chácara na entrada da Vila Santa Clara, perto do Rio Paraná.

Os autores seriam traficantes brasileiros que vieram de barco do Paraguai, pelo Lago de Itaipu, e da mesma forma voltaram ao país vizinho. Até a noite de ontem, as Polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal trabalhavam no caso, inclusive, na identificação dos mortos. Já foi solicitada ajuda ao governo paraguaio para prender os suspeitos. A polícia já sabe quem comandou a matança.

O secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, explicou que a chácara pertence a Jocemar Marques, o “Polaco”, também assassinado, e que teria a dívida com os traficantes. Por volta das 14h, os assassinos chegaram de barco ao local. Cruzaram a Vila Santa Clara e foram até a chácara, procurando por “Polaco”.

Um dos marginais teria dito: “Quem vai pagar minha dívida?”. Em seguida, os matadores entraram na casa e assassinaram duas mulheres, uma delas, menor de 18 anos, que seria filha de “Polaco”. Outra mulher e duas crianças conseguiram correr e sobreviveram.

Chamados

“Polaco” foi rendido e levado até o paiol próximo da casa. Lá, os bandidos obrigaram o homem a telefonar a todos que vendiam drogas para ele e chamá-los para ir urgentemente à chácara. Assim que terminou as ligações, “Polaco” foi assassinado.

À medida que os seus comparsas chegavam, eram rendidos no paiol e executados. Foram sete pessoas mortas no paiol. Todos, afirmou Delazari, tinham envolvimento com a quadrilha de “Polaco”, que já esteve preso por tráfico na delegacia de Guaíra.

Depois disso, mais três pessoas foram assassinadas ao redor do galpão e outras duas à beira do Rio Paraná, como se tivessem chegando ao local ou tentado fugir. A polícia verifica se essas cinco últimas vítimas também tinham envolvimento com a quadrilha. Tudo foi muito rápido. Pode ter durado menos de meia hora.

Perícia

Pela quantidade e tipos diferentes de munições encontrados no local, Delazari estima que mais de cinco assassinos participaram da fuzilaria. As duas crianças que escaparam dos tiros foram encontradas depois e levadas à delegacia de Guaíra. Na chácara, policiais encontraram três veículos com placas de outras cidades, Uberlândia (MG), Brasília (DF) e Oswaldo Cruz (SP).

Reforço de 200 policiais foi enviado à cidade

Além do efetivo da região, policiais de Curitiba também foram para lá: Batalhão de Choque, Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Departamento de Narcóticos (Denarc) e serviço reservado da PM. Cerca de 200 policiais trabalham na caça aos assassinos.

Como os assassinos fugiram para o Paraguai, muito dependerá da ajuda da polícia daquele país. O secretário Delazari mantém contato com autoridades paraguaias, pedindo a cooperação na captura dos assassinos.

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