Cristiano foi arrancado
da cama e morto a tiros.

Parecia um pesadelo, mas era bem real e violenta a visão que Cristiano Amreim, 17 anos, teve na madrugada de ontem. Quatro homens armados, com coletes pretos e capuzes, acordaram o jovem em sua casa, na Rua Bom Pastor, esquina com Rua Macedônia, Vila Terra Santa, Tatuquara. Cristiano foi morto com cinco tiros, por volta da 1h30.

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As pistas do crime ainda são poucas, mas uma testemunha deu algumas informações à polícia. Para entrar na casa, os autores arrombaram a porta principal. Os quatro usavam colete, calça camuflada, coturnos e tinham aparência de militares, segundo relato da testemunha. Eles se identificaram como policiais e intimidaram, com armas de grande porte, as outras pessoas que estavam na moradia.

Embora as luzes estivessem apagadas, o grupo mostrou conhecimento prévio da casa e foi direto ao quarto de Cristiano, que dormia na parte de cima de um beliche. Uma mulher acomodada embaixo – identificada apenas como Luciane, 29 anos, amiga da família que pernoitava ali – tentou se levantar, mas foi mantida na cama à força pelos invasores.

Cristiano ainda tentou se esconder atrás do guarda-roupas. Os autores o obrigaram a pôr as mãos ao alto e o assassinaram com dois tiros na cabeça, dois na barriga e um nas costas. Luciane levou um tiro de raspão na testa e foi hospitalizada.

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A vítima tinha passagem pela Delegacia do Adolescente, por furto e assalto. Ele estava internado no Núcleo de Recepção e Orientação Familiar, órgão mantido pelo Tribunal de Justiça para apoio de adolescentes, inclusive infratores. A DH apurou que o rapaz foi liberado do Núcleo porque estava sofrendo ameaças e ali dentro correria perigo de morte.

Os assassinos fugiram de carro, cujo modelo ainda não foram divulgados. "Uma testemunha se comprometeu a revelar as placas assim que a vítima for enterrada", disse o superintendente da Delegacia de Homicídios, Miguel Gumiero.

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