Quatro crianças e a uma professora ficaram feridas depois que o ônibus do transporte coletivo metropolitano em que eram transportadas foi atingido por um caminhão de bebidas, que atravessou a preferencial, por volta das 8h30 de ontem, em São José dos Pinhais. O motorista do caminhão alegou problemas no freio.
O motorista do coletivo Luiz Carlos de Ribeiro, 47 anos, contou que levava 20 alunos do 1.º ano do ensino fundamental de uma escola da rede pública, para passeio numa loja de departamento no Parolin, em Curitiba.
“Trafegava pela Rua Israel Andrade Pereira e quando fui virar na Almirante Alexandrino veio o caminhão e invadiu a preferencial”, relatou. Com a força do impacto, o coletivo foi empurrado por alguns metros e invadiu o muro de um ferro-velho. “Graças a Deus o ônibus não tombou”, disse Luiz aliviado ao se dar conta da tragédia que poderia ter ocorrido.
De acordo com a guarda municipal Gisele Vidal, o condutor do caminhão Victor Hugo Ribeiro, 29, alegou que não conseguiu frear. Depois de atingir uma Fiorino e o ônibus, o veículo foi parar 62 metros a frente.
“Quando atendemos este tipo de acidente é comum o motorista dizer que faltou freio. Mas em muitas situações trata-se de falta de atenção e imprudência”, comentou Gisele. A perícia deverá apontar o caminhão teve problema mecânico.
| Crianças iriam visitar loja de departamentos. |
Feridos
Como o ônibus não era equipado com cinto de segurança para passageiros, quatro meninas – três de 6 anos e uma de 7 – e a professora, de 34 anos, se machucaram com a batida.
Segundo informações da Guarda Municipal, elas sofreram ferimentos leves e foram encaminhadas por ambulâncias do Siate ao Hospital São José. A diretora do colégio esteve no local do acidente e levou as outras crianças de volta para a escola. Os motoristas não ficaram feridos.
A dona do ferro-velho contou que estava no pátio fazendo faxina quando viu o ônibus invadindo o barracão. “Nasci de novo. Foi uma gritaria sem tamanho no ônibus. Felizmente ninguém se feriu com gravidade”, disse Vera Saldanha.
Preferencial
Moradores disseram que a placa de Pare e a sinalização no asfalto não são suficientes e que o ideal seria a colocação de um semáforo no local. O trecho da Rua Almirante Alexandrino onde aconteceu o acidente é uma descida íngreme e é comum motoristas passarem direto sem obedecer aos sinais de trânsito.