A Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) elucidou o assassinato do empresário catarinense Jociel Adada em maio deste ano. O crime aconteceu enquanto a vítima esperava um amigo, em um posto de combustíveis que fica em frente ao prédio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na Linha Verde, Guabirotuba. Os bandidos queriam a caminhonete dele, que reagiu e acabou morto.

Foto: Aliocha Maurício.

Através das impressões digitais colhidas na cena do crime e também com a ajuda das imagens das câmeras de segurança, a polícia conseguiu descobrir a identidade dos assassinos. Três foram presos em Curitiba e um último integrante do bando foi detido na cidade de São José, em Santa Catarina.

Segundo a DFRV, Cristiano Baurngartner Junior, de 21 anos, Noiran Willians Machado Borges, de 21 anos, Fernando Muller, de 44 anos, e Detlef Eckstein Borges, de 26 anos, que foi preso em Santa Catarina, são os suspeitos do crime. Entre os envolvidos, Cristiano seria o responsável pelo disparo que matou Jociel.

Os quatro foram indiciados por associação criminosa, receptação e adulteração de sinal identificador. “Inicialmente, nós acreditávamos que se tratava de um homicídio, algo que poderia ter sido encomendado, mas logo que identificamos os bandidos, percebemos que eles já eram velhos conhecidos”, explicou o delegado Rubens Recalcatti.

Os policiais descobriram que a real intenção da quadrilha era mesmo o carro e não a de matar o empresário. “Eles disseram que precisaram atirar, porque Jociel reagiu e não largava o veículo”, disse o delegado.

Depois de atirar em Jociel, os bandidos perderam o controle da caminhonete, passaram por cima de um dos canteiros do posto e furaram o pneu do veículo. Com o pneu completamente murcho, eles seguiram por pouco mais de um quilômetro e, na Rua Senador Nereu Ramos, sem ter como seguir com a caminhonete, roubaram um Uno de uma mulher e fugiram.

Segundo a polícia, Detlef estava em outro carro, um Ônix, que dava apoio, enquanto Noiran comandava toda a ação, junto com Cristiano. Fernando Muller seria o homem que teria encomendado a Hilux, conforme informou a DFRV.

“O que eles não sabiam, é que o Ônix já estava sendo monitorado pelos investigadores. Quando achamos o carro, confirmamos todo o trabalho que vinha sendo feito durante estes 90 dias”, explicou o delegado Cassiano Aufiero. Ainda segundo a polícia, os quatro formavam uma quadrilha e podem estar envolvidos em muitos outros roubos de veículos. Denúncias podem ser feitas diretamente à DFRV, pelo 3314-6400.

Com informações do repórter Lucas Sarzi.

Paraná Online no Facebook