Moradores da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) realizaram um protesto na manhã de sábado, no cruzamento das ruas Algacy Munhoz Mader e Desembargador Cid Campêlo. No final da tarde da última sexta-feira, uma menina de 11 anos, Viviane Maria Teixeira, foi atropelada no local e, cerca de cinco horas depois, morreu no Hospital do Trabalhador. Os manifestantes fecharam as vias, queimaram pneus e fizeram buracos no asfalto. O objetivo era chamar a atenção da prefeitura para que fosse instalado um redutor de velocidade nas proximidades do cruzamento.

O comerciante Joel Berbeki revela que diariamente acontecem acidentes no cruzamento. Viviane, que há algum tempo já havia sido atropelada uma vez e teve ferimentos leves, não foi a primeira vítima fatal. “Há cerca de quatro meses, o Diretran se comprometeu com a população a instalar uma lombada ou qualquer outro tipo de redutor de velocidade perto do cruzamento. Porém, até agora, não cumpriu com a promessa. Se algo não for feito imediatamente, outras pessoas vão continuar morrendo, pois os carros passam em alta velocidade pelo local”.

Colégio

Uma das grandes preocupações dos manifestantes é com as crianças que, diariamente, precisam passar pelo cruzamento para chegar ao Colégio Estadual Arlindo Carvalho de Amorim, que possui 1580 alunos. O diretor do colégio, Sérgio Gomes, participou da manifestação. “Viviane era nossa aluna e não foi a primeira a ser atropelada. As crianças vão para a escola e os pais ficam em casa nervosos”, disse.