A polícia de União da Vitória prendeu, segunda e terça-feira (21), seis suspeitos de abuso sexual contra crianças e adolescentes. A operação foi montada devido ao número de denúncias recebidas desde o início do ano. Segundo o delegado-chefe da Subdivisão de União da Vitória, Nagib Nassif Palma, com a criação da Seção Mulher, na Subdivisão, as vítimas se encorajaram a denunciar mais casos de abuso, geralmente praticados dentro de casa.

“Os casos ocorriam, quase todos, no ambiente familiar, onde os suspeitos praticavam crimes contra suas próprias filhas, sobrinhas ou enteadas. Estes atos foram devidamente comprovados nos laudos periciais e por testemunhas”, contou o delegado Palma.

Além do setor de investigação de União da Vitória, a operação contou com policiais da Seção da Mulher da Subdivisão, e do serviço reservado da Polícia Militar. Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e quatro de prisão preventiva.

“Com o atendimento específico da Seção Mulher, implantada há um ano e três meses, as vítimas se encorajaram a denunciar práticas de violência e abuso sexual, demonstrando confiança no trabalho policial”, completou o delegado.

A polícia suspeita que um dos detidos tenha abusado de outras cinco crianças, com idades que variam dos 7 aos 12 anos. “Como poucos casos chegavam à polícia, muitos desses suspeitos continuavam à solta praticando estes crimes. Suspeitamos que um dos presos seja pai de dois filhos da enteada, que foi abusada sexualmente. Só restam os resultados dos exames de DNA para confirmarmos isto”, disse o delegado Palma.

DEZ – Desde o começo do ano, em União da Vitória, os casos que envolvem estupro ou atentado violento ao pudor contra crianças e adolescentes já resultaram na prisão de dez pessoas. “É uma modalidade de crime que gera repugnância na sociedade, por se tratar de vítimas indefesas. Existem ainda outros casos sendo investigados”, adiantou o delegado Jonas Eduardo Peixoto do Amaral, adjunto da Subdivisão.

De acordo com a polícia, a pena para o crime de estupro ou de atentado violento ao pudor pode chegar a até 10 anos de reclusão, mas como os crimes são contra crianças e adolescentes, a maioria sob a cautela dos autores, estas penas podem ser maiores.