Envolvidos no assassinato do delegado José Antônio Zuba de Oliva e do servidor público municipal Adilson da Silva, no litoral do Paraná, Paulo Roberto Pereira Quintal, o “Tutancâmon”, 36 anos, e Francisco Diego Vidal Coutinho, 20, seguem recolhidos num presídio de Curitiba.

Os dois já foram interrogados no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e confessaram participação no crime, embora neguem que tenham atirado nas vítimas.

Outros dois comparsas morreram em tiroteio com policiais catarinenses, no município de Pirabeiraba (SC) e os dois sobreviventes atribuem a um deles os tiros que mataram o policial e seu auxiliar.

A quadrilha veio do Rio de Janeiro e chegou ao litoral paranaense no dia 20 de agosto. De acordo com a polícia, a intensão dos criminosos era se preparar para assaltar uma mansão em Curitiba.

Depois de um fim de semana em Matinhos, o quarteto veio a Curitiba para vender uma peça de ouro e, na noite de 23 voltou para a praia, desta vez para ficar num camping no balneário Olho d’Água, em Pontal do Paraná.

Porém, no dia seguinte o bando foi surpreendido pela equipe do delegado Zuba. Horas após o assassinato do delegado e do funcionário público, Francisco foi detido.

Os outros três conseguiram fugir. Caminharam cerca de 35 quilômetros, atravessaram com o ferry boat de Caiobá para Guaratuba sem serem percebidos pelos funcionários da balsa nem interceptados por qualquer policial, embora as polícias Civil, Militar e Rodoviária garantissem que todas as saídas do litoral estavam vigiadas.

Mais tiros

Quando estavam em um ponto de ônibus na rodovia que dá acesso a Garuva, trocaram tiros com um policial rodoviário e tomaram a viatura, com a qual chegaram em Pirabeiraba (região metropolitana de Joinville -SC), onde Paulo Aparecido Alves de Abreu, o “Gauchinho”, e Felipe “Tex” foram mortos pela polícia. Uma mulher feita refém por eles também foi baleada e permanece hospitalizada em Joinville.

Paulo “Tutancâmon” permaneceu dez dias escondido na mata até chegar na localidade de Quiriri. As informações são que ele se locomovia somente durante as noites e madrugadas, para não chamar a atenção.

Alimentava-se de frutas que encontrava e tomava água de rio. Com o início do feriado, tentou se misturar aos viajantes e fugir de ônibus, mas foi denunciado e preso quando chegava à rodoviária. Ele carregava na mochila uma submetralhadora e uma pistola, além de carregadores, silenciador e colete da polícia civil do Rio de Janeiro.

É possível que ainda nesta semana a policia faça a reconstituição da morte do delegado Zuba e de seu auxiliar, para dirimir dúvidas quanto a autoria dos tiros e outros detalhes.