Chuniti Kawamura
Edilson nega ter matado.

A Delegacia de Furtos e Roubos cumpriu ontem mandado de prisão preventiva contra o marceneiro Edilson Fernando Gonçalves, o ?Dilsinho?, 36 anos. Ele foi preso em sua casa, onde também trabalha, na Estrada da Mina de Ouro, no Santo Inácio, no início da manhã. O marceneiro é acusado de matar o empresário Silvestre Credens, no São Braz, durante assalto, em 2004. Ele nega o envolvimento no crime, mas seu mandado de prisão foi expedido, porque foi reconhecido por uma testemunha.

Na época, ?Dilsinho? chegou a ser detido por prisão temporária, mas foi solto por falta de provas. Passado algum tempo, uma testemunha o reconheceu através dos álbuns da delegacia, o que levou a polícia a solicitar sua prisão preventiva, decretada há alguns meses.

Defesa

?Dilsinho? negou o crime. ?Da primeira vez que fui preso, a testemunha não me reconheceu. Porque agora, quase quatro anos depois, resolveu me reconhecer? Eu não cometi este crime?, garantiu. Ele também relatou comentários que ouviu no bairro, sobre a morte do empresário. ?Ouvi dizer que ele tinha dívidas, por madeiras ou por um caminhão, e não pagou.?

Ele também revelou outro boato que ouviu entre moradores locais, de que um pistoleiro foi contratado para assassinar Silvestre. ?O empresário tinha uma casa para alugar. Apareceu um homem interessado, que não veio com mudança nenhuma. Chegou só com a mala de roupas e pagou o mês inteiro adiantado. Não deu 15 dias que ele estava na casa, aconteceu o crime. Muitos suspeitam desse indivíduo, que sumiu depois. Já falei esse fato à polícia, mas ninguém me deu ouvidos?, desabafou. ?Dilsinho? já tem antecedentes criminais por homicídio e ato libidinoso, no 12.º Distrito Policial, e estelionato, pelo 1.º Distrito.