Ladir Ferreira de Almeida, 27 anos, que usou o carro da sobrinha para assaltar uma loja de celulares, no Hauer, segunda-feira, cumpria pena em regime semiaberto por homicídio e é suspeito de deixar um rapaz paraplégico. Ontem, ele foi citado num boletim de ocorrência, na Delegacia de Homicídios, como o homem que atirou em Alex do Rocio Goulart, 20, em agosto. O rapaz é irmão de Angélica Aparecida Goulart, assassinada por Ladir em 2004, quando ela tinha 15 anos.

O boletim feito na DH, por um parente de Alex, diz que a tentativa de homicídio ocorreu em 14 de agosto, por volta das 6h45. Ele dormia com a companheira, quando sua casa, na Rua Mário Romagnolli, Vila Torres, foi invadida por um homem, que atirou em Alex e poupou a mulher. O jovem foi levado ao Hospital Cajuru, onde ficou internado e constatou-se a paralisia das pernas. Este crime é investigado pela DH.

Liberdade

Segunda-feira, quando foi preso por assalto, Ladir estava autorizado a passar uns dias fora da Colônia Penal Agrícola com a família. Ele, Wanderson de Assis Arruda, 26, e outro rapaz identificado apenas pelo apelido “Negão” assaltaram uma loja de celulares no Hauer. Policiais militares prenderam Ladir e Wanderson, que foram levados ao 7.º Distrito Policial. O terceiro marginal ainda é procurado.

Histórico

Um ano antes de ser preso pela morte de Angélica, Ladir teve um irmão assassinado na Vila Torres, em 22 de junho de 2003. Isac Ferreira de Almeida, na época com 23 anos, foi executado a tiros dentro de um bar da Rua Manoel Martins de Abreu.

Assassinato

Angélica foi assassinada em maio de 2004, em São José dos Pinhais. A polícia apurou que Ladir e três amigos conheceram Angélica e uma amiga num posto de gasolina. As duas meninas foram levadas até a casa de um dos rapazes, em Pinhais, onde elas teriam sido estupradas. Depois, eles as levaram até São José dos Pinhais e, às margens da BR-277, atiraram nelas, para não serem denunciados pelo estupro. Angélica morreu na hora. Sua amiga sobreviveu.

Poucas horas depois, Ladir e outros três suspeitos foram presos, mas o Ministério Público denunciou apenas três. Ladir e Rodrigo Teixeira da Silva foram a júri popular em maio de 2008, e Elias Lisboa morreu de câncer meses antes. Ladir e Rodrigo foram inocentados do estupro, porque a juíza entendeu que a relação sexual foi consentida. Ladir foi condenado a oito anos de prisão pela morte de Angélica e pela tentativa de homicídio contra a amiga dela.