Fábio Alexandre
Denilson Martins dos Santos.

Ao retornar à região onde cometeu dois assassinatos, Denilson Martins dos Santos, 20 anos, foi preso por policiais civis e militares no bairro Tatuquara, após uma denúncia anônima.

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O jovem é apontado como autor das mortes do PM Vandelci de Oliveira, 36 anos, e de Edson Boeno de Almeida, 25, ocorridos em épocas distintas. A arma utilizada na execução do PM foi apreendida, um revólver calibre 38. De acordo com o delegado Erineu Portes, titular do 13.º Distrito Policial, Denilson está detido por força de mandado de prisão temporária, mas a prisão preventiva será solicitada à Justiça.

Sobre a morte de Vandelci, Denilson contou que atirou porque já havia sido "intimado" pelo PM em situações anteriores. "Em 2005, eu fui separar a briga de um amigo e aconteceu a primeira ameaça. Ele deu um tiro ao lado do meu pé. Outro dia, dentro de um som, ele encostou a arma no meu peito, pra me intimidar", relatou o detido. No dia do crime, 25 de fevereiro, os dois voltaram a se encontrar. O policial entrou em uma pizzaria, na Rua Enette Dubarde, e cumprimentou dois amigos. Em seguida, o jovem, que estava do lado de fora do estabelecimento, também entrou e atirou contra Vandelci. "Não teve discussão. Eu estava bêbado. Entrei e atirei com a arma emprestada de um amigo", afirmou Denilson. Depois do crime, ele voltou ao bairro Gralha Azul, na Fazenda Rio Grande, bairro em que reside.

Mais um

O primeiro homicídio atribuído a Denilson aconteceu em 13 de novembro de 2004. Edson Boeno de Almeida foi assassinado durante uma festa que ocorria em prol da construção da Capela de Santa Rita, na Rua Arcésio de Barros Lima, Jardim Santa Rita, Tatuquara. Denilson e Edson se encontraram dentro da tenda onde acontecia um show gospel. Momentos antes do assassinato, os dois tiveram um desentendimento e, pela versão do detido, Edson teria dito que ele "não passaria daquela noite". Denilson pegou uma arma que estava "guardada" num terreno próximo e se antecipou ao rival, efetuando dois disparos à queima-roupa. A vítima foi alvejada na nuca.

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Denilson não se considera um homem violento e disse que, em relação às mortes, agiu em legítima defesa, pois fora ameaçado. O delegado Erineu Portes, que assumiu recentemente o distrito policial, afirmou que desempenhará investigações paralelas às efetuadas pela Delegacia de Homicídios nos casos de morte ocorridas na região. "Assim teremos uma eficiência (na resolução dos casos) ainda maior".