A polícia prendeu o principal suspeito de ser o responsável pela droga sintética produzida num laboratório clandestino descoberto em janeiro, no Bairro Alto, em Curitiba.

João Paulo Lira Miranda, 29 anos, foi preso na segunda-feira mediante mandado de prisão preventiva expedido a partir das investigações iniciadas há quatro meses.

De acordo com a polícia, ele seria chefe de uma quadrilha ligada ao tráfico de drogas que distribuía o entorpecente com exclusividade para os Estados do Paraná e Santa Catarina.

O dinheiro obtido com o comércio da droga era lavado na loja de veículos do acusado, situada no Boqueirão. Cinco carros foram apreendidos, suspeitos de serem adquiridos com dinheiro ilícito.

“Essa prisão foi um desdobramento da operação. Depois que descobrimos o laboratório clandestino, continuamos com as investigações e apuramos que Miranda era o principal responsável pela produção da droga”, explicou Jairo Estorilio, delegado chefe do Núcleo da Região Metropolitana da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). Três pessoas já foram presas com 1.050 cápsulas de MD e farto material químico usado para sua fabricação.

Reprodução
João: principal suspeito.

A partir das evidências do envolvimento de Miranda no esquema, seu mandado de prisão foi expedido e cumprido na segunda-feira. Após ser detido na loja, João foi levado até sua residência no Sitio Cercado, onde foram encontrados 2,8 quilos de cocaína e um revólver calibre 38.

Cinco carros foram apreendidos na loja, que segundo o delegado chefe da Denarc, Sérgio Inácio Sirino, era usada para lavar o dinheiro das vendas do entorpecente.

Autuado em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de armas de fogo, Miranda foi encaminhado ao Centro de Triagem II, em Piraquara. Com a prisão, a polícia encerra a operação que durou quatro meses.

Droga sintética

O laudo emitido pelo laboratório de toxicologia do Instituto Médico-Legal (IML) concluiu que a droga era produzida com pseudoefedrina, medicamento vendido livremente, que após a reação química se transformava em metanfetamina.

De acordo com a polícia, a droga é um estimulante poderoso e destrutivo, consumida principalmente nas festas raves. Cada cápsula é vendida por cerca de R$ 20 a R$ 30 e, segundo os policiais, com o material que possuía, Miranda poderia produzir até 30 mil cápsulas.