Está preso mais um dos autores do incêndio a dois ônibus, ocorridos em São José dos Pinhais, no ano passado, e que deixou um dos motoristas gravemente ferido. Dos nove envolvidos, seis foram presos dois meses após os crimes. Robinsonm Mordinzim Almeida, 22 anos, era um dos três procurados e foi pego na segunda-feira da semana passada, por acaso.

Segundo explicou o delegado Gil Tesseroli, de São José dos Pinhais, investigadores procuravam um foragido da Justiça e encontraram Robinsonm, que tinha mandado de prisão preventiva.

No documento, o juiz determinou a prisão do suspeito pela tentativa de homicídio contra o motorista, pelos incêndios dos dois coletivos e por formação de quadrilha. O detido já tinha antecedente criminal por receptação.

Reprimenda

O delegado Osmar Dechiche, que na época chefiava aquela delegacia, apurou que quem planejou e comandou os ataques foi Paulo Monteiro, preso na Casa de Custódia de Curitiba (CCC).

Ele queria chamar atenção por conta de supostas reprimendas dentro do presídio. Mas a direção da unidade afirmou que todos os presos recebiam tratamento igual. Paulo planejou os crimes com a ajuda de Eledionicio de Souza Lima e Lucas Lúcio da Silva, também detidos na CCC.

Valdenir Marques da Silva, esposa de Paulo, teria levado os recados do marido à quadrilha. Ela foi presa junto com Adriano Felipe Jesus e Rodrigo Monteiro de Oliveira (sobrinho de Paulo), reconhecidos pelas vítimas como autores dos dois incêndios. A polícia ainda procura por Leon Ferreira de Araújo e por outro rapaz de apelido “Fernandinho”.

Atentados

O primeiro incêndio ocorreu em 6 de maio do ano passado, no Quississana. O coletivo estava parado, sem passageiros, quando dois homens mandaram motorista e cobrador descerem.

Por causa de um esbarrão involuntário num dos bandidos, o motorista Ricardo Escamilha foi incendiado pelo marginal. Ficou 45 dias internado no Hospital Evangélico.

O segundo caso ocorreu em 20 de junho, na Rua Doutor Muricy, Colônia Mergulhão. Novamente, dois marginais numa moto abordaram o coletivo e obrigaram motorista, cobrador e passageiros a descerem. Jogaram gasolina no ônibus e puseram fogo.