O principal suspeito de ter matado a professora Viviane Aparecida de Oliveira Silva, 48 anos, em 20 de janeiro, quando ela voltava do casamento da filha, foi preso pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) na tarde de quinta-feira (21). Osmar Felipe Canha, 20, estava na casa de uma amiga, no Capão da Imbuia. Ele negou o crime, mas assumiu ser o dono da arma usada para matar a vítima.

O delegado Renato Bastos Figueroa disse que, depois de a imagem do suspeito ser divulgada na imprensa, várias denúncias chegaram à DFRV. “Uma delas, anônima, informou que o Osmar estava em uma casa no Capão da Imbuia. Quando chegamos na casa ele hesitou em se entregar, mas em seguida foi preso”, explicou o delegado. Figueiroa informou que o rapaz estava se preparando para fugir da cidade. “Ele estava esperando um dinheiro para fugir para o interior do estado”, completou.

Sinaleiro

O crime aconteceu no cruzamento da Rua Eduardo Sprada e a Avenida Juscelino Kubitschek, na Cidade Industrial. Viviane, o marido e três pessoas voltavam da festa de casamento da filha da professora, quando foram abordados por um homem ao pararem no sinaleiro. A porta de Viviane não abriu, por conta do nervosismo, e o bandido atirou. Ela foi levada em estado grave ao hospital e não resistiu.

Cerca de uma hora depois do crime, Osmar foi flagrado pelo sistema de monitoramento de um posto de combustível, no Boqueirão, abandonando um Jetta roubado. Dentro do carro foi encontrado um revolver calibre 38, que foi identificado pelo Instituto de Criminalística como a arma usada para matar a professora. “Ele nega o crime, mas assume ser o dono da arma. Temos convicção que ele participou do latrocínio. Agora, procuramos os outros dois que participaram do crime”, afirmou o delegado.