Presa dupla de receptadores de carro

Por guardar um carro roubado em casa em troca de R$ 500, Jonathan John Taborda, 19 anos, e Rodrigo Ribeiro da Silva, da mesma idade, foram ?guardados? no xadrez da Delegacia de Furtos e Roubos Veículos (DFRV). A dupla estava de posse do Fiat Strada placa AMR-5917, tomado em assalto no bairro Abranches, em Curitiba, e foi autuada em flagrante por receptação pelo delegado Ronald de Jesus.

 O delegado Itiro Hashitani, titular da DFRV, contou que os policiais foram informados que na Rua Deputado Luiz Gabriel Sampaio, 1.172, Jardim Cristal, em São José dos Pinhais, bandidos estavam desmanchando carros roubados. Os investigadores Mainardes, Fabiano, Marcon e Müller foram verificar a informação e ficaram dois dias de campana. Como os muros da casa são altos, os policiais tiveram de subir no muro para constatar a veracidade da denúncia e viram o Fiat Strada sem placas. ?Eles conseguiram anotar o chassi do veículo, gravado nos vidros. Ao checarem, apuraram que era roubado e entraram na casa, prendendo a dupla em flagrante?, disse o delegado.

O carro, que foi roubado às 18h47 do dia 28 de março, na Rua Gôiania, no Abranches, ainda estava com a bicicleta importada, marca GT Zacar, no porta-malas. No dia do roubo, o proprietário foi abordado por dois homens, quando embarcava no carro. Os marginais foram descritos como jovens, morenos, aproximadamente 1,70 m de altura. ?A vítima não reconheceu Rodrigo e Jonathan como sendo os autores do roubo. Porém, não está excluída a possibilidade de a dupla participar diretamente dos roubos?, salientou Itiro. ?Continuamos as investigações para saber para quem iria ser entregue o carro e quem participou diretamente do assalto?, acrescentou o delegado. Ele pediu às pessoas que reconhecerem os presos que entrem em contato através do telefone (41) 3329-6744.

Preço alto

Jonathan disse que estava trabalhando num lava-car e recebeu a proposta de guardar o veículo em sua casa por alguns dias em troca de R$ 500. ?Dava para pagar o aluguel de onde moro com Rodrigo. Achei que não ia dar nada?, disse o rapaz. Ele contou que, após o roubo, o veículo foi levado para São José dos Pinhais, mas não foi diretamente para o quintal de sua casa, antes ficou guardado em outro local. Seu colega Rodrigo, prefere atribuir a prisão ao acaso. ?Foi coisa do destino. Como a gente podia adivinhar que iriam guardar a gente??, comentou. 

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