O porteiro do James Bar, suspeito de agredir o estudante Guilherme Carvalho Koerich, 18 anos, será indiciado por lesão corporal gravíssima. Artur Hofmann Neto, 26, prestou depoimento ontem ao delegado Rogério Martins de Castro, do 3.º Distrito Policial (Mercês). Durante a noite, cerca de 150 pessoas, entre eles amigos e familiares da vítima, protestaram na Praça da Espanha pedindo paz.

Guilherme se envolveu em uma confusão no James Bar, na madrugada de 6 de maio. A família dele diz que o rapaz foi espancado, enquanto o estabelecimento afirma que ele caiu ao ser impedido de fugir sem pagar a conta. O estudante teve a perna amputada. Testemunhas ouvidas pela polícia ontem afirmaram que Guilherme foi agredido e por isso teria caído e machucado o joelho. Até o fim da semana, novas testemunhas, inclusive Guilherme, devem prestar depoimento.

O advogado da família, Edison Rangel Júnior, disse que recebeu a notícia do indiciamento com felicidade. “Isso mostra que a polícia está trabalhando para esclarecer realmente o que aconteceu e contribuindo com a justiça”.

Manifestação

O frio e a chuva da noite de ontem afugentou muitos que tinham confirmado presença no protesto, pelo Facebook. De acordo com a estudante Maria Cecília Valente, a manifestação é para que o poder público se mobilize para regularizar e fiscalizar seguranças de casas noturnas.

O pai de Guilherme, bastante emocionado, disse que o filho teve muitas perdas. “A perda física ele vai superar. Ele está traumatizado e vai precisar curar isso também. Um dano imensurável”, explicou. Em virtude da manifestação, o bar decidiu não abrir as portas ontem.