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Retrato falado de suspeito.

A polícia e a população de Colombo estão unindo forças na caçada ao monstro que brutalmente assassinou Vinícius Nascimento Félix, 5 anos, e sua babá, Josiane Taborda de Oliveira, 14, na noite de quarta-feira, a golpes de faca. Um dia depois do crime, três suspeitos foram detidos e depois liberados. Ontem, mais dois foram submetidos a exames no Instituto Médico Legal. Josiane foi violentada sexualmente antes de ser morta. O garotinho pode ter sido assassinado para não reconhecer o criminoso.

A polícia está a procura de dois suspeitos. Um deles teve suas características divulgadas no retrato falado feito por uma testemunha. O outro seria alto, magro, e teria cabelos ondulados e testa comprida. Os dois, estranhos ao bairro, foram vistos naquela tarde por moradores da região. "Nós estamos trabalhando com duas linhas de investigação. Se for o garoto do retrato falado, acredito que ele conhecia a menina. Se for o outro, acho que é um maníaco que viu os dois brincando no quintal e invadiu a casa", disse o superintendente da delegacia local, Job de Freitas.

Na quinta-feira, três moradores próximos da casa das vítimas foram detidos, mas liberados por falta de provas. Ontem, outros dois homens parecidos com o retrato divulgado foram levados ao IML para fazer exames, apesar dos moradores não os terem reconhecido como suspeitos. "A única forma de ter certeza se se trata do assassino é com o resultado do confronto do sêmem dele com o coletado na garota. E isso é muito necessário para que não cometamos nenhuma injustiça", afirmou Job.

Além da família, os moradores da região também estão afoitos por Justiça, telefonando a cada suspeita. Porém, a polícia teme que quando o assassino for preso, populares tentem invadir a delegacia para linchá-lo ou que isso seja feito pelos próprios detentos.

Família

Um namorado da menina também será intimado a comparecer na delegacia. Há informações que ele teria se mudado para o município de Campo Largo e de lá mandado um amigo buscar a babá à força, para morar com ele.

A garota teria se negado a acompanhá-lo e isso gerou uma grande confusão. A mãe dela nega a versão e sustenta que a filha não tinha muitos amigos, nem namorado. "Ela era uma criança, estava trabalhando como babá há poucos dias e muito feliz porque com o dinheiro ganho iria comprar o material escolar", contou Erenice Taborda de Castro, que também é mãe de outras duas garotas, de 16 e 15 anos. Há oito anos, o único filho da mulher, que tinha 16 anos, morreu atropelado.

A família do menino também está em estado de choque. Ele foi velado e enterrado no município de Ubiratã, interior do Estado, onde mora a família da mãe dele, Roseli Aparecida do Nascimento. Ela e o marido, o caminhoneiro José Lenir Felix, foram para aquela cidade, onde pretendem morar por um tempo. A família deixou a casa e todos os pertences intactos, sem querer levar nada que lembre a morte de seu único filho.