A possibilidade de as polícias Militar, Civil e Científica entrarem em greve nos próximos dias se tornou grande após o governo estadual não apresentar a proposta das tabelas salariais com subsídios previstos na Emenda 29. Ontem, em reunião realizada na Secretaria de Administração e Previdência, membros do governo alegaram que o governador Beto Richa determinou a elaboração de novas propostas.

No encontro, o governo estadual afirmou aos representantes das classes policiais que, em até 15 dias, nova proposta será encaminhada. Em nota, o governo afirmou que Richa exigiu a antecipação do prazo de 15 para 1.º de março, para o envio do projeto de regulamentação do subsídio à Assembleia Legislativa.

Clima

As entidades das classes policiais não gostaram da demora. De acordo com Ademílson Alves Batista, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), a possibilidade de paralisação cresce com o adiamento da entrega da proposta. “Com certeza teremos manifestações nos próximos dias”, afirmou.

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Furquim: Cautela

Hoje haverá assembleia em Curitiba e amanhã, em Londrina, para decidir se a manifestação será por greve, operação padrão ou passeata. “Quem vai decidir são os policiais. Mas o clima é tenso e a bomba esta explodindo”, disse Batista.

Carreata

O presidente Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas (Amai), coronel Eliseu Furquim, foi um pouco mais cauteloso em relação a uma paralisação. “A hipótese de greve sempre existe, mas a consideramos como a última cartada. Mas o clima é tenso na tropa e o governo precisa tomar uma atitude o quanto antes para não acontecer o pior”.

Está confirmada para hoje, a partir das 14h, no Parque Náutico, na divisa com São José dos Pinhais, o início da carreta que seguirá em direção ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual.