Foto: Átila Alberti
?Baiano? recebeu perfurações de projéteis no crânio, face e braço.

?Você duvida que eu atire em seu avô??, perguntou o assassino do policial militar reformado Rozemiro Rodrigues dos Santos, o ?Baiano?, 71 anos, ao neto da vítima. Sem sequer dar chance de resposta, atirou contra o policial, ferindo-o com cinco perfurações no crânio, face e braço.

O assassinato, possivelmente motivado pela bebedeira em excesso, ocorreu por volta das 7h30 de ontem, na casa de ?Baiano?, na Rua Engenheiro Francisco Xavier Driesel, Vila Leonice, no Cachoeira, em Curitiba. No final da manhã, a Delegacia de Homicídios (DH) já estava atrás do autor.

Segundo o neto de ?Baiano? descreveu aos investigadores Pimentel e Castro, ele, o avô e mais um amigo seu passaram a madrugada bebendo na casa. Num determinado momento, perceberam que uma pessoa entrou e já se depararam com o homem na cozinha.

Com uma arma em punhos, o marginal derrubou o boné da cabeça do neto do policial, tentou algumas agressões, fez a fatídica pergunta e em seguida atirou. O assassino seria morador no bairro e também estaria bêbado. Apura-se a hipótese de que o neto era o alvo do atirador. Mas para afrontar seu rival, acabou atirando no avô dele.

?Baiano? morava há muitos anos no bairro com a esposa, que usa cadeira de rodas e, naquela noite, estaria internada para tratamento médico. Tiros foram ouvidos pelas 7h30 de ontem, mas se algum vizinho viu o autor sair da casa, não contou à polícia quem ele era. Às 14h de ontem, o neto e a outra testemunha do crime já estavam na DH sendo interrogados sobre o assassinato. Havia a esperança que o autor fosse preso ainda na tarde de ontem.

Policiais

A morte de ?Baiano? não foi a única baixa que a Polícia Militar teve em seus quadros funcionais da reserva. Outros dois policiais morreram na última sexta-feira, porém de causas naturais. O cabo José Freitas de Lima estava internado na UTI do Hospital da Polícia Militar (HPM).

Ele era pai de outros três militares, todos na ativa: o sargento Joelmir, atuante no HPM; o soldado Freitas, do 9.º Batalhão, em Paranaguá; e o cabo Freitas, que trabalhava na Fundação de Ação Social da PM. Ele foi sepultado às 14h de ontem no Cemitério do Água Verde, em Curitiba.

O outro policial que morreu na sexta-feira foi o soldado Celso Ferreira de Moura Filho. Ele está sendo velado na capela da Associação da Vila Militar e será enterrado hoje, às 10h, no Cemitério do Água Verde. Ele era pai do tenente Jamerson, da Casa Militar, e do soldado Moura, do 17.º Batalhão.