A principal reivindicação da tropa da Polícia Militar, que vem gerando protestos e ameaça de paralisação, é o abismo entre os salários dos praças -soldados, cabos, sargentos e subtenentes – e dos oficiais do alto escalão. Na tabela atual de soldos da corporação, o soldado recebe, sem considerar a gratificação por tempo de serviço, 19,6% do que ganha o coronel. Porém, com a gratificação, a diferença aumenta ainda mais, e, em média, o salário do soldado equivale a 13,8% do recebido pelo coronel.

A explicação para essa discrepância está no quinquênio recebido pelos policiais. Quem alcança o cargo de coronel tem, pelo menos, 30 anos de carreira e recebe gratificação de 30% sobre o salário-base. Em média, o provento passa para cerca de R$ 18 mil. O máximo alcançado é R$ 19.240, para o coronel com 35 anos ou mais de serviço, que recebe gratificação de 55%. A mesma porcentagem por tempo de serviço é incorporada ao salário dos praças, porém a maioria dos soldados não está há tanto tempo na corporação.

Carreira

Há duas formas para atingir o posto de coronel na PM ou no Corpo de Bombeiros. Uma delas é passando no concurso para oficial, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que exige curso superior. O aprovado fica três anos como cadete na Academia do Guatupê, e se torna aspirante a oficial.

A partir daí, aguarda vaga para segundo-tenente e, então, primeiro-tenente e segue até capitão. As promoções acontecem por merecimento ou antiguidade. Para se tornar major, é preciso realizar o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, que tem nível de especialização. A essa altura, o policial já tem cerca de 18 a 20 anos de carreira. A próxima patente é tenente-coronel. Por último, é preciso fazer o Curso Superior de Polícia, que equivale a mestrado, para se tornar coronel.

Os praças também podem seguir carreira de oficial, com o concurso exclusivo para policiais na Academia do Guatupê, que também exige curso superior.