Uma barulhenta carreata, ao som de sirenes de viaturas da Polícia Civil, anunciou à população que – ao contrário do que era previsto – os policiais não entraram em greve, por ora. Em vez disso, o modo da classe protestar pela falta de diálogo com o governo do Estado na campanha salarial, foi deflagrar uma Operação Padrão. "Quando todos esperavam que parássemos de trabalhar, optamos por trabalhar ainda mais", resumiu o presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná, Paulo Roberto Martins. Entretanto, a operação padrão acaba na próxima quarta-feira e caso o governo não dê uma resposta aos policiais, a greve será deflagrada a partir da meia-noite de quinta-feira.

A decisão de agilizar os serviços policiais foi tomada após assembléia realizada no plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná, na tentativa de sensibilizar o governador. "Não queremos prejudicar a população e trabalhando com força máxima, queremos chamar a atenção para a necessidade de diálogo. Mas se ele não ocorrer, a greve começa na quarta", disse Martins.