Bebidas falsas foram
apreendidas na casa do acusado.

Várias pessoas que apreciam um bom uísque podem estar sendo enganadas quando pedem a bebida em casas noturnas de Curitiba. Ontem, os policiais do 12.º Distrito (Santa Felicidade) apresentaram o dono de uma fábrica clandestina, especializada na falsificação da marca Johnnie Walker, uma das mais vendidas no mercado. Carlos Aparecido dos Santos, 43 anos, foi apanhado em flagrante com uma caixa da bebida no porta-malas do carro. Na casa dele os policiais encontraram todo o aparato necessário para a falsificação, bem como centenas de garrafas prontas para ser vendidas. Segundo o falsificador, cada unidade era comercializada a R$ 35,00, praticamente metade do valor de um uísque original.

A prisão de Carlos aconteceu na última sexta-feira, no momento que ele trafegava com o Vectra, de cor preta, placa CGM-1172, pelo bairro de Santa Felicidade. Como o carro estava com queixa de furto, o suspeito foi abordado por policiais que passavam pelo local. Dentro do carro foi encontrada uma caixa da bebida falsificada. Sem reagir, Carlos confessou que fabricava o uísque em casa e que o carro não era roubado. Para a polícia, ele afirmou que é o responsável pelo abastecimento de várias casas noturnas em Curitiba, mas para a imprensa ele alegou que a bebida é comercializada em outras cidades, como Joinville, Brasília e São Paulo. O detido negou-se a falar quais eram os clientes dele na cidade.

Fábrica

Assim que foi detido, Carlos levou os policiais até a casa dele, na Rua Imério Lugarini, 340, Santa Felicidade. Ao chegar no local foram encontradas cerca de 500 garrafas prontas para ser vendidas; outras mil vazias; varias embalagens; lacres; outras bebidas de qualidade inferior para serem misturadas; dosadores e ainda diversas cópias falsificadas do selo de inspeção federal, fabricado exclusivamente pela Casa da Moeda. Sem intimidar-se Carlos ressaltou que a bebida que fabrica é de grande qualidade. “Eu faço uísque há mais de três anos e garanto que é melhor do que o original. Pesquisei durante muito tempo e a fórmula veio encomendada do Paraguai”, explicou o fabricante.

Ele contou que os lacres eram comprados na cidade do Rio de Janeiro e as garrafas em um depósito de material reciclado, no Parolin. As amostras da bebida pronta para o consumo foram enviadas para perícia. A partir da prisão de Carlos, a policia passará a investigar a possibilidade de outras pessoas trabalharem com ele e pretende chegar até os receptadores do uísque, que também responderão pela venda de bebidas de qualidade e procedência criminosa.

Antecedentes

Assim que os policiais checaram os antecedentes criminais de Carlos, foi verificado que ele responde a nove processos criminais, e desde junho tinha mandado de prisão por homicídio. Segundo o superintende Marcos Minotto, Carlos ficará detido no 12.º DP, onde responderá por receptação, por causa do veículo, e falsificação, devido a fábrica de uísque.