A indiscrição dos assassinos do engenheiro boliviano Rafael Fernando Valle Calderón, 63 anos, morto na noite de domingo, está contando pontos para a polícia. De acordo com o delegado de Quatro Barras, Erineu Portes, o grupo teria sido visto fazendo algazarra na região, horas antes do crime, fato que está ajudando na identificação dos bandidos. Outro detalhe que pode auxiliar de maneira incisiva na elucidação do crime é o resultado, previsto para hoje, da coleta de impressões digitais no carro da vítima.

De acordo com o delegado, a polícia está prestes a identificar os quatro homens que invadiram a casa do boliviano e o assassinaram. Há informações que, na tarde de domingo, quatro rapazes estavam com o som alto e atirando a esmo, em um bairro próximo ao da casa da vítima. Horas mais tarde, vizinhos do engenheiro avistaram o mesmo carro rondando a região. "Por enquanto não iremos divulgar a marca do veículo para não atrapalhar na identificação dos assassinos, pois estamos procurando justamente o proprietário do carro citado pelas testemunhas", afirmou o delegado.

Além disso, os peritos do Instituto de Criminalística coletaram no Astra da vítima duas impressões digitais. Uma delas foi recolhida da porta do passageiro e outra do vidro retrovisor do veículo. O delegado espera que, através delas, os bandidos sejam rapidamente identificados, uma vez que as marcas serão confrontadas com o sistema de identificação da polícia.

Crime

O crime aconteceu por volta das 21h30 de domingo, quando Rafael estava reunido com a esposa, o filho e três netos, na casa onde morava, na Rua dos Contornos, Jardim das Acácias, Quatro Barras. Aproveitando a porta aberta, três homens invadiram a residência, enquanto provavelmente um quarto marginal dava cobertura no lado de fora. Eles tomaram a chave do carro do engenheiro, agrediram a esposa dele e ainda atiraram contra o filho de Rafael, atingindo-o com um tiro de raspão na orelha. O engenheiro foi baleado na barriga e na perna. Ele chegou a ser levado ao Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, mas morreu logo depois de ser internado.

Na manhã de segunda-feira, o Astra foi encontrado num local deserto junto à BR-116 (Contorno Leste), perto da Igreja dos Moranguinhos, em São José dos Pinhais.