A morte do presidente do Sindicato da Indústria de Mate do Paraná, Amauri Carvalho, pode ter sido criminosa. Carvalho, que também era secretário de finanças da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação – FTIA/PR – foi encontrado com um corte no pescoço no estacionamento da instituição, na Alameda Cabral, centro de Curitiba, por volta das 22h30 da última terça-feira. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios.

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De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Wallace de Castro, Amauri foi encontrado com um corte profundo no pescoço, feito por um estilete, abandonado no local. A primeira informação que a polícia recebeu é de que poderia se tratar de um suicídio, opção, segundo o delegado, pouco provável. Outra possibilidade descartada foi de latrocínio, já que nada da vítima havia sido levado. ?Existem fortes indícios de que tenha sido homicídio. Resta agora acharmos a motivação e os autores do crime?, diz.

O delegado afirma que uma pessoa foi ouvida ontem e, provavelmente, hoje a família da vítima deve prestar depoimento. As pessoas que encontraram o corpo teriam se comprometido, informalmente, a comparecer na delegacia, mas ainda não o fizeram. Wallace diz que estes serão intimados a depor, também como testemunhas.

Quem encontrou o corpo de Amauri foi o presidente da FTIA/PR, Ernane Ferreira. Segundo ele, o colega vinha recebendo ameaças há algum tempo. ?Ele estava sendo pressionado por conta do processo eleitoral que passava no sindicato. A ameaça era para que ele deixasse a chapa e desistisse do cargo?, afirma. Ainda, de acordo com Ernane, a polícia já teria encontrado e detido um suspeito. No entanto, o delegado desmente.

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Carvalho fazia parte também da Secretaria Estadual do Plano dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins da NCST/Paraná e da diretoria nacional do órgão, onde era titular do Departamento de Mate e Laticínios. Ele foi enterrado ontem, no Cemitério Jardim da Saudade II, em Pinhais, deixando viúva Maria Carvalho, três filhos e uma neta.