Walter Alves
Rocheski levou R$ 8 mil.

A partir da denúncia de uma pessoa que foi lesada em R$ 8.800,00, investigadores da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas conseguiram desvendar a atuação de uma quadrilha especialista na aplicação do ?golpe do chute?, que consiste basicamente na venda de produtos inexistentes. Luiz Carlos Rocheski, 41 anos, foi preso em sua residência, no bairro Sítio Cercado, e André Luiz Severino, Luiz Fernando Ferreira da Silva e João Carlos Souza estão sendo investigados pela polícia.

Na casa de Rocheski e Severino, os investigadores encontraram documentos de veículos que foram adulterados, documentos de identidade falsos para a abertura de contas correntes em bancos e também para a obtenção de crédito em lojas comerciais, máquinas para pagamentos com cartão de crédito e uma camiseta da Polícia Federal. Diante de todo esse material acredita-se que a quadrilha tenha envolvimento na aplicação de diversos golpes que lesam instituições financeiras e lojas comerciais.

De acordo com o delegado Marcus Michelloto, especificamente no ?golpe do chute?, os malandros anunciam em jornais a venda de produtos com preços muito abaixo do mercado. No caso descoberto pela delegacia, os indivíduos ofereceram uma camioneta Mitsubishi L200, por R$ 25 mil e uma Parati por R$ 13 mil.

Interessada em fechar negócio, a vítima viajou de Mato Grosso para Curitiba para ver os carros anunciados. João Carlos Souza teria convidado o interessado a ?conferir? outros carros em Minas Gerais. A vítima aceitou e viajou para Várzea Grande (MG), cidade em que fez o depósito de R$ 8.800,00 na conta de um laranja, na expectativa de receber a camioneta prometida. Entretanto, o golpista, ao ter o dinheiro depositado no banco, ludibriou a vítima e a abandonou.

Luiz Fernando Silva foi reconhecido pela vítima como a pessoa que a acompanhou até Minas Gerais. Porém, somente Rocheski foi preso, em sua moradia. Os demais integrantes do grupo não foram localizados.

Olha o golpe!

Para que as pessoas não caiam em golpes aplicados por estelionatários, em relação a compra de carros, o delegado Marcus Michelloto pede para que os compradores procurem lojas idôneas em vez de locais que vendem veículos na informalidade, as chamadas ?pedras?. Também é importante evitar o adiantamento de dinheiro, verificar a situação do veículo a ser adquirido e principalmente ?duvidar sempre de propostas extremamente lucrativas?.