Uma mulher com aproximadamente 30 anos, identificada extra oficialmente como Cleonice de Ornelas, foi executada com três tiros na cabeça, por volta das 0h30 deste domingo (26), no Sítio Cercado. O crime foi na Rua Marte, quase esquina com a Rua Tijucas do Sul, e o corpo ficou caído em frente a uma loja de celulares. Investiga-se a possibilidade deste homicídio ter ligação com outro, que ocorreu há uma semana, no bairro.

O investigador Henrique Lima, da 4.ª Delegacia de Homicídios de Curitiba, levantou que moradores locais ouviram o barulho de uma moto e um grito de mulher, seguido de quatro tiros. Assim que a moto foi embora e o barulho cessou, visualizaram o corpo da mulher caído debaixo da marquise e chamaram a Polícia Militar. A vítima estava sem documentos de identidade, mas os investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conseguiram levantar o nome suposto da mulher.

Junto com a vítima a perícia recolheu uma cartela com comprimidos de Pramil, medicamento usado para ereção masculina. Ao lado do corpo também havia uma bolsa vermelha, destas usadas por entregadores de pizza, para manter o alimento quente até a chegada na casa do cliente. A polícia não sabe se a bolsa tem relação com o crime ou já estava no local quando o homicídio aconteceu. Mesmo assim, a bolsa foi recolhida pela perícia para análise. Não se descarta que ela seja do autor, já que as vítimas ouviram o barulho de uma moto durante o crime.

Ligação

O investigador também não descarta que o assassino de Cleonice seja o mesmo que matou Lauro Ribas Neto, 21 anos, dentro de um Punto na Rua Sant‘Ana do Itararé, no Bairro Novo, Sítio Cercado, no fim da noite de domingo passado (19). Assim como na execução de Cleonice, neste crime os marginais também estavam numa moto. Dentro do Punto também estava João Felipe Lopes Osório, que foi baleado, sobreviveu e seria o alvo dos assassinos, não Lauro. Ele tem passagens pela polícia e é investigado por homicídio. Apesar deste histórico de João Felipe, Lima acredita que as duas vítimas foram baleadas porque o assassino estaria interessado em eliminar “concorrentes”.

Informações sobre o assassino e também sobre as vítimas podem ser passadas pelo disque-denúncia da DHPP: 0800-6431-121.