Uma fabriqueta de uísque e vodca falsificados foi descoberta, pelo 12.º Batalhão da Polícia Militar, em um quarto de pensão da Vila Torres, Prado Velho, no fim da tarde de ontem. Rubens Gustavo Soares, 20 anos, foi preso em flagrante com 230 garrafas de bebidas, 177 réplicas de selos de controle da Receita Federal, além de lacres plásticos. Ele fazia a adulteração das garrafas, artesanalmente que disse ter aprendido em um curso em Santa Catarina.

Comprava garrafas vazias de uísques e vodcas caras, retiradas do lixo por carrinheiros da vila, e sem que passassem por qualquer lavagem ou desinfecção, as preenchia com bebidas baratas. “Ele pagava de dois a quatro reais nos vasilhames aos recicladores e comprava bebidas nacionais, que custam cerca de cinco reais por garrafa, e fazia a transposição do líquido manualmente. Com um isqueiro fazia o acabamento do lacre, com o selo e revendia por R$ 30 cada garrafa falsificada” explicou o delegado Vilson Alves de Toledo, do 2.º DP (Rebouças).

Receptação

Rubens alegou para a polícia que falsificava as bebidas desde o começo do ano e vendia caixas fechadas para seus clientes. “Ele não revelou quem eram os compradores. Certamente tinham lucro alto. Algumas destas bebidas costumam ser vendidas por mais de R$ 100 em casas noturnas e baladas”, apontou o delegado. Rubens foi autuado por falsificação e adulteração de produtos e pode pegar até oito anos de prisão. O dono de estabelecimentos que vendem bebidas falsificadas pode pegar de um a quatro anos de cadeia.