Numa operação desencadeada pelo serviço reservado da Polícia Militar, um desmanche de veículos no bairro Sítio Cercado e outros dois locais onde peças eram guardadas foram descobertos na tarde de ontem. Dois homens foram detidos e encaminhados à Delegacia de Furtos e Roubos e Veículos (DFRV) para prestar esclarecimentos.
O vaivém de veículos durante à noite em um galpão localizado na Rua Pedro Claudino da Rocha, Sítio Cercado, chamou a atenção de moradores, que comunicaram o fato à Polícia Militar. No final da manhã de ontem, o lugar foi investigado pelo serviço reservado, onde foi encontrado um carro totalmente desmanchado. O Golf, placa ALT-2800, havia sido tomado em assalto na Rua Samuel Victor, bairro Água Verde, no dia 16 de fevereiro.
Diante da constatação, os policiais fizeram o levantamento do nome e endereço residencial do proprietário do imóvel e se deslocaram para lá. Na garagem dessa residência, na Rua Frei Teófilo, Pinheirinho, foram encontradas peças do Golf, além de aparelhagem de som automotivo, rodas e demais equipamentos de outros veículos anteriormente desmanchados. O dono da casa e do galpão – João Carlos Martins, 47 anos – foi detido e encaminhado à DFRV para explicar a procedência do material, que foi apreendido.
O responsável pela operação policial, capitão Rui Barrozo, contou que o trabalho de sua equipe teve início ao meio-dia e que durante toda a tarde foram feitas diligências em outros endereços que foram obtidos durante investigações. Em um desses locais, no bairro Portão, os PMs prenderam Michel Maurício Grapski, de 23 anos, e localizaram mais peças de carros e CD players que não possuíam comprovação de origem. Na DFRV, Michel foi reconhecido pela vítima do assalto ao Golf como um dos participantes do crime.Versão
João Carlos alegou que não tinha idéia do desmanche do veículo e que o galpão vistoriado funcionava como depósito de material de uso veterinário. Ele alegou que o filho dele – Rodrigo Martins, 20 anos, é quem tem envolvimento com a prática ilícita. O jovem não foi localizado pela polícia.
Conforme o capitão da PM, trata-se de uma quadrilha que está agindo em Curitiba e cujos integrantes já foram identificados. Todo o material aprendido durante a operação foi carregado em um caminhão e levado à Polícia Científica para ser periciado. "Assim saberemos a origem das peças e teremos a comprovação do desmanche de outros carros", afirmou Barrozo.


