A Polícia Federal prendeu no domingo (2), no oeste do Paraná, 11 pessoas acusadas de contrabando e formação de quadrilha. De acordo com a polícia, nos 14 meses de investigação, foram apreendidas 18 carretas com mercadorias, principalmente cigarros e produtos eletrônicos, além de 16 automóveis, a maioria de luxo, que somam cerca de R$ 2 milhões. A PF investiga também a possível participação de policiais na facilitação do trabalho da quadrilha.
A Operação Barranca mobilizou 75 policiais nos municípios de Foz do Iguaçu, Missal e Santa Terezinha de Itaipu. Havia mandado de prisão para outras três pessoas, que ainda eram procuradas na tarde de ontem. A quadrilha utilizava o Rio Paraná e o Lago de Itaipu para trazer as mercadorias de forma ilegal do Paraguai. O principal destino era a capital paulista, para onde os produtos seguiam em carretas.
Segundo a polícia, alguns dos integrantes da quadrilha chamaram a atenção pela ostentação de riqueza, por meio da compra de carros de luxo e do fechamento de casas noturnas em Foz do Iguaçu para a realização de festas. Nos 16 mandados de busca cumpridos ontem, foram apreendidos 14 veículos, uma grande quantidade de dinheiro que ainda não tinha sido contabilizada, além de computadores que passarão por perícia.
De acordo com o delegado do Núcleo de Operação da PF em Foz, Alexander Dias, é possível que haja participação policial no esquema. "A gente tem alguns indícios", disse. Além disso, como alguns integrantes da quadrilha teriam comprado farmácias em Foz a polícia deve investigar se elas eram utilizadas para lavagem de dinheiro.


