Evandro Giovani Macedo, 22 anos, até que tentou escapar da morte, mas não conseguiu. Ele correu pelas ruas do bairro Campina do Siqueira, subiu a ladeira da Rua Pedro Lourenço Gebur e pulou o portão da casa número 9, sendo perseguido por seu assassino. Mas nada adiantou. O criminoso disparou quatro tiros quando o rapaz pulava o portão. Ele caiu morto no jardim da casa, às 15h de ontem.
Moradores da região contaram que a rua, que possui apenas uma quadra, é tranqüila e em dia de chuva, é mais pacata ainda. De repente eles viram um rapaz correndo e outro vindo logo atrás, com uma arma em punho. Desesperada e sem saída, a vítima viu no portão a esperança de continuar a viver.
Depois de efetuar os tiros, o assassino desceu a ladeira e desapareceu. Alguns moradores disseram que ele embarcou em um Monza, modelo antigo.
O proprietário da casa, Azilton Moreira, estava com a esposa, quando ouviu os disparos. “Acho que foram quatro. A minha mulher saiu primeiro e deparou com o rapaz caído. O portão estava fechado e ele pelo lado de dentro”, comentou o morador. Ele disse que não chegou a ver o assassino. “Chamamos a polícia e como ele estava vivo acionamos o Siate. Só que quando o socorro chegou ele já estava sem vida”, relatou Azilton.
Investigações
O cabo Oliveira, do 12.º Batalhão de Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, disse que populares falaram sobre o Monza, mas não tinham tanta certeza se o atirador fugiu no Monza ou a pé. “Provavelmente isso é desacerto. Ainda estamos apurando, mas dizem que a vítima é suspeita de roubos contra estações-tubo da região”, afirmou o cabo.
Os investigadores Romero e Homero, da Delegacia de Homicídios, também estiveram colhendo informações no local, mas disseram que ainda é cedo para falar algo sobre o assunto.


