Intitulado pelos moradores da CIC como o “patrão” do tráfico do bairro, Diandro Claudio Melanski, 38 anos, foi executado a tiros por volta das 16h20 de ontem. Ele saía de uma loja de equipamentos automotivos, na Rua Pedro Gusso, na Vila Nossa Senhora da Luz, na CIC, quando foi abordado pelos assassinos.

Diandro já estava no carro, saindo do estabelecimento, e morreu ao volante do seu i30 preto. Segundo constatou a perícia, foram mais de 10 tiros de pistola calibre nove milímetros. Por conta da “posição” que Diandro ocupava na hierarquia do tráfico local, investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) tiveram dificuldade de encontrar alguém que descrevesse algo sobre os autores. Não se sabem quantos eram, de onde vieram ou para onde foram.

Pelo que se fala nas ruas da CIC, Diandro já foi o braço direito de Éder Conde que, em 2010, era o patrão do tráfico no bairro. Com a prisão de Éder, em 2010, pela Polícia Federal, Diandro assumiu a posição do ex-patrão. Isso não agradou Eder, que saiu da prisão em 2015 e já foi preso logo em seguida, pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por usar policiais como segurança. A DHPP não soube informar se Éder ainda está preso.

Toque de recolher?

Após a morte de Diandro, a rotina mudou no bairro. Por causa de suposto ‘toque de recolher’, ônibus deixaram de circular no bairro, moradores deixaram de sair de casa e até escolas dispensaram alunos.

Diandro já estava no carro, saindo do estabelecimento quando foi atingido.