A violência impera no Parolin. Na noite de domingo, por volta das 22h, um casal foi baleado dentro de sua residência, na Rua Lamenha Lins. O técnico em eletrônica Ronaldo Alves de Almeida, 25 anos, morreu, e a mulher dele, Édina Maria, 27, foi ferida e encaminhada em estado grave para o Hospital Cajuru. Na noite de sexta-feira e na madrugada de sábado outros dois homens haviam sido assassinados na Rua Chanceler Lauro Müller, Parolin, em situações distintas. Marcelo da Silva Andrade, 18, e outro indivíduo que ainda não foi identificado no Instituto Médico Legal (IML).

Ronaldo foi morto devido a um acerto de contas. De acordo com Odete Alves de Almeida, irmã dele, há aproximadamente 20 dias Ronaldo foi ao encontro dos irmãos Marlon e Cleiton para cobrar uma dívida, no valor de R$ 100,00. Os irmãos não pagaram e, inconformado, o técnico teria quebrado o vidro do carro dos devedores, como forma de quitar o débito. Não houve reação por parte dos irmãos nos dias que se seguiram, entretanto a noite de domingo foi a escolhida para o acerto de contas.

Tiros

Ronaldo, Édina e o filho de sete anos estavam na casa quando ela foi invadida por dois homens, apontados por Odete como sendo Marlon e Cleiton. O técnico foi executado com diversos tiros à queima-roupa e sua esposa baleada. Toda a violência foi presenciada pela criança, que nada sofreu.

Conforme a família, Ronaldo não tinha envolvimento com o tráfico de drogas e era um homem trabalhador. "Ele morreu por um motivo bobo, assassinado por esses dois que andam armados pela região", afirmou Odete. Pelos comentários, Marlon e Cleiton estão envolvidos com o tráfico de drogas e cometem roubos.

Édina está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Cajuru e a criança está sob os cuidados de tios. "O Parolin está uma terra sem lei, abandonado. A violência está demais. Se morressem apenas os bandidinhos da região, tudo bem. Mas estão matando pessoas de bem", reclamou Odete.

A média de assassinatos nos últimos dois meses tem sido crescente no Parolin e assusta os moradores. Em maio deste ano a polícia realizou uma megaoperação na região para tentar inibir a criminalidade.