Acusados de falsificar documentos para aplicar golpes no comércio, Osvaldo Marcineiro, 42 anos, e Rogério Rodrigues de Almeida, 37, foram presos por policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). Com eles foram apreendidos vários documentos falsos. Marcineiro é o pai de santo que figura como acusado em um dos mais rumorosos casos de homicídio do Paraná, o do garoto Evandro Ramos Caetano, de 7 anos, que desapareceu em Guaratuba, em abril de 1.992.
Evandro teria sido assassinado em um ritual de magia negra, comandado por Marcineiro. Ele chegou a ser preso naquela época, junto com Celina e Beatriz Cordeiro Abagge, também acusadas do crime. Elas foram absolvidas em um longo julgamento (que agora foi anulado pela Justiça) e ele e outros quatro acusados do crime ainda não foram julgados.
Golpe
O delegado Gerson Machado, titular da DFR, informou que Marcineiro confessou suas participações nos golpes, sob alegação que estava precisando de dinheiro. “O Rogério solicitou a instalação de uma linha telefônica em nome de uma mulher e confeccionou holerites de pagamento frios em nome da empresa RR Almeida, de sua propriedade, para Silvano Nunes de Prado. Ele contou que iria financiar um carro no nome desta pessoa. Acreditamos que ele iria usar o nome das pessoas para fazer compras no comércio também”, salientou Machado.
Segundo o delegado, outros holerites em nome de Manoel de Figueiredo estavam em poder de Marcineiro. “Com este nome ele abriu conta no banco Itaú e retirou cartão de crédito”, contou Machado, lembrando que também foram apreendidos documentos em nome de Márcio José de Paula, Rute Rodrigues, Irani Mendes de Oliveira. “A Ruth é falecida”, disse o policial.
O delegado informou ainda que Marcineiro estava de posse do Fiat Pálio Yong, placa AJT-6435, que foi comprado com o usdo dos holerites falsos, além de vários CDs. “Estamos apurando a dimensão do golpe aplicado por estes malandros e se há outras pessoas envolvidas. Acreditamos que o há mulheres neste golpe, devido a documentação. Machado solicitou às pessoas lesadas que procurem a delegacia através do telefone 262-2800. “Tem trabalhadores que estão tendo seus nomes sujos por estes malandros”, acrescentou.


