Foto: Alberto Melnechuky/Tribuna
Cristiano foi perseguido
e assassinado.

Mais um adolescente foi assassinado a tiros no Parolin na madrugada de ontem. Cristiano Groth Alegri, 17 anos, foi encontrado morto às 2h50, caído no chão ao lado de um casebre de madeira na Rua Plácido e Silva. O jovem apresentava ferimentos na cabeça e, segundo informações apuradas no local, ele foi perseguido e executado. Moradores da região afirmaram apenas ter ouvido cinco disparos.

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A vítima morava na localidade do Rio Pequeno, em São José dos Pinhais. Durante a identificação e retirada do corpo no Instituto Médico-Legal, a mãe de Cristiano (Claudete) comentou que o filho havia saído na manhã de quarta-feira acompanhado por uma amiga, de 16 anos. Os dois iriam ao Parolin para que a menina buscasse certa quantia em dinheiro, referente à locação de um casebre naquela região. Anteriormente, parentes da menina haviam tido problemas no local, o que obrigou a mudança da família para outro bairro.

O que aconteceu desde a chegada dos amigos, no Parolin, até o encontro do cadáver vai ser investigado pela polícia. Assim como o que motivou a perseguição e execução de Cristiano.

Outros

Na última segunda-feira, três adolescentes, de 13 e 14 anos, foram baleados em duas situações distintas e um deles morreu. Aparentemente, o motivo desses crimes está relacionado com o tráfico de drogas na região.

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Pais também são responsáveis

Falta da presença dos pais e demais familiares no acompanhamento do dia-a-dia e desenvolvimento dos filhos no bairro Parolin, em Curitiba, é tida como a principal razão que leva os adolescentes ao encontro da morte de maneira tão prematura. Essa é a opinião do capitão Tatim, comandante da 2.ª Companhia do 13.º Batalhão da PM, responsável pelo patrulhamento da área do Parolin e dos bairros Prado Velho, Rebouças e Água Verde.

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Segundo o capitão, por viverem, muitas vezes, largados e sem imposição de limites e orientações, os jovens buscam alternativas para aprender a viver e compartilham as suas descobertas com outros jovens e não com a família. Essa realidade, no entanto, é agravada pela presença do tráfico de drogas. Traficantes que aliciam menores desocupados oferecendo-lhes a oportunidade de trabalhar para o tráfico, transformando-os em vapores, olheiros e, dependendo da idade, até mesmo em pequenos vendedores de entorpecentes. "A questão no Parolin é muito mais social do que policial", sentencia o capitão.

Por meio do Projeto Povo, desenvolvido desde agosto do ano passado, e outras ações a PM tenta se aproximar da comunidade e implementar idéias que tragam aos moradores maior sensação de segurança e bem-estar.

Tráfico motiva a violência

O tráfico de drogas é o principal motivo da violência existente no Parolin. O capitão Tatim ressaltou que a PM é atuante na região e que os crimes não acontecem a todo instante. "A violência no Parolin é direcionada", explica o policial. Para ele, são acertos de contas, brigas por pontos de venda de entorpecentes, usuários devedores e demais delitos que estão relacionados à presença do tráfico na região. É dentro desse contexto que o policial cobra a presença mais constante dos pais no acompanhamento da vida dos filhos. "O que garotos de 12, 13 e 14 anos estão fazendo na rua, desacompanhados e durante a madrugada?", questiona Tatim.