A Polícia Federal prendeu duas pessoas na manhã desta sexta-feira (11), em Paranaguá, litoral do Paraná, durante a Operação Muralha, que vem sendo realizada desde s 6h, nos estados de São Paulo (na capital, em Santos e Marília), Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Paraná e Santa Catarina, para desarticular uma organização criminosa composta por cidadãos de diversas nacionalidades, envolvida com tráfico internacional de entorpecentes.

Segundo o chefe da delegacia da PF em Paranaguá, Beno Loewensnstein, foram presos um brasileiro e um filipino. Eles não tinham contato com a organização criminosa, eram funcionários que podemos chamar de quarto escalão, contratados para saber se os tripulantes tinham interesse em levar cocaína para o exterior. Se aceitassem, as negociações seriam feitas em Santos, onde se concentravam as operações. Ou eles iam pessoalmente ou os contatos eram feitos por telefone, explicou o delegado.

Depois de 18 meses, as investigações revelaram que as ações da quadrilha eram lideradas do interior do presídio de Itaí/SP por um colombiano, preso pela PF na operação Mar Aberto, em 2002. A organização tinha estrutura empresarial, hierarquicamente dividida e composta por brasileiros, colombianos, bolivianos, peruanos, paraguaios, africanos e um chileno.

A droga se destinava ao exterior tinha e era transportada em navios estrangeiros que saíam de diversos portos brasileiros, principalmente do Porto de Santos (SP).