O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) dá apoio na manhã desta quarta-feira (27) a uma operação que investiga denúncias, que teriam sido feitas por funcionários da empresa Auto Viação Marechal, do transporte público de Curitiba. A operação é do Ministério Público do Paraná (MP-PR) e de um departamento de Brasília, onde a empresa também atua, e o Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão.

Em conversa com a reportagem do Paraná Online, o procurador de Justiça e coordenador estadual do Gaeco, disse apenas que a operação não é feita pelo órgão. “Estamos dando apoio à operação, mas no momento, até por não ser comandada pela gente e por ainda estar em andamento, nenhuma informação pode ser passada”, explicou Leonir Batisti.

Informações, não confirmadas pelo coordenador do Gaeco, dão conta de que os mandados de busca e apreensão, cumpridos em uma empresa do transporte público em Curitiba, foram expedidos por conta de denúncias de fraudes em licitações. A Auto Viação Marechal confirmou, através de nota, que o Gaeco realizou operação na sede da empresa, por conta de uma investigação do Gaeco do Distrito Federal sobre a licitação de 2011 do sistema de transporte em Brasília. 

Segundo a Auto Viação Marechal, todas as empresas que participaram da licitação da época estão sendo investigadas. A ação do Gaeco nada tem a ver com a operação do transporte em Curitiba, conforme informou a assessoria de imprensa da empresa. Na nota, a Auto Viação Marechal disse que está colaborando com todas as informações junto ao Gaeco para os esclarecimentos necessários.

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), através da assessoria de imprensa, disse que deve divulgar uma nota sobre o assunto ainda nesta quarta-feira. Já o Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc) informou não saber o motivo da operação. 

Nesta segunda-feira (25), o jornal Correio Braziliense noticiou que o juíz Lizandro Garcia Gomes Filho, da 1ª Vara da Fazenda Pública do DF, anulou a licitação para o transporte público local, por conta de irregularidades no processo.

Segundo a decisão, a licitação teria beneficiado “certo conglomerado empresarial detentor de grande fatia do transporte público distrital”. As empresas envolvidas são a Marechal, a Expresso São José, HP-Ita Transportes, Pioneira e Piracicabana.

Documentos apreendidos chegaram ao Gaeco por volta de 12h. Foto: Colaboração/Anderson Martins.