Fábio Alexandre
Na delegacia, Neuza confessou os tiros.

A história mal contada de Neuza Neres da Cruz, 38 anos, logo foi desmascarada e revelou-se um crime passional, motivado por ciúmes e medo. Ela descarregou um revólver calibre 38 em seu marido, Jair Colaço, da mesma idade, que não teve como se defender e morreu na hora.

O assassinato ocorreu por volta das 22h30 de sábado, dentro da moradia do casal, na Rua Rodrigo Faiçal Zeni, 261, Vila Barigüi, na CIC. Neuza foi presa e levada ao 8.º Distrito Policial.

De acordo com investigadores da Delegacia de Homicídios (DH), Neuza confessou que descobriu traições de seu marido.

Ao seguí-lo, viu-o com outra mulher. Além de ter ciúmes, alegou que apanhava do companheiro e por isso sentia-se ameaçada. Ela também revelou que Jair era dono de um bar no Pinheirinho, onde às vezes passava dias e noites, sem voltar para casa. Foi por causa destas ausências que Neuza o seguiu e descobriu o relacionamento extra-conjugal.

Na noite de sábado, Neuza foi ao bar de Jair para conversarem. O casal acabou se acertando e voltou junto para casa. Jair estaria carregando uma mochila, da qual não largou por nenhum momento, nem mesmo para ir ao banheiro, quando chegou em casa. Desconfiada, Neuza perguntou o que havia na mochila e logo descobriu que era um revólver. A dona de casa diz que seu marido começou a mudar de comportamento e dizer coisas irônicas a ela. Percebendo que algo estranho estava acontecendo e desconfiada que poderia ser morta, Neuza se precipitou, pegou a arma da mochila e descarregou-a em Jair.

História

Após o crime, a própria dona de casa chamou a polícia. Quando os PMs chegaram, Neuza inventou uma história de que um desconhecido tinha entrado na residência e atirado contra seu marido. Mas o nervosismo e alguns indícios pela casa logo denunciaram que ela estava mentindo.

Neuza acabou confessando e entregando a arma, que havia escondido no jardim. Como a autoria do assassinato era conhecida, a DH passou o caso ao 8.º Distrito Policial, para lavratura do flagrante. Ontem Neuza seria transferida a uma carceragem feminina do 9.º Distrito (Santa Quitéria).