| Evandro Monteiro |
| Carlos, Gustavo e Adão não admitem o crime. |
Ao tentar assaltar uma mulher, que estava parada com seu carro na Rua Castro Alves, entre as avenidas Getúlio Vargas e Iguaçu, no Água Verde, dois bandidos se assustaram com a reação da mulher e desistiram do roubo. Quando um deles mandou-a ir para o banco de trás, dizendo que se tratava de um seqüestro relâmpago, ela deu uma mordida no braço de um dos marginais. A cena chamou a atenção das pessoas ao redor e, graças a um motoboy, que seguiu os bandidos, os assaltantes foram pegos. Foram detidos como suspeitos o motorista Carlos Ferreira, 23 anos, o corretor de seguros Gustavo Mantovani, 24, e o promotor de vendas Adão Daniel Floriano Camargo, 21.
A mãe da vítima explicou que sua filha sempre a levava na fisioterapia e ficava aguardando no carro, na Rua Castro Alves. Ontem, por volta das 15h, a moça foi surpreendida por dois homens, um deles armado. Com a reação inusitada da vítima, vários carros pararam em sua volta. Acuados, os bandidos correram, embarcaram no Corsa placa ANZ-1765 – da mãe de Gustavo – e fugiram em direção ao Batel com mais um assaltante que já os aguardava no carro.
Um motoboy saiu atrás do Corsa. No caminho, encontrou um carro da Polícia Militar e avisou do roubo. Várias viaturas que estavam na região conseguiram fechar cerco e encontraram o Corsa na Avenida Batel, esquina com a Rua Bento Viana. O trio abandonou o carro, mas logo foi cercado por seis viaturas e duas motos da Polícia Militar, cerca de trinta minutos após o assalto.
Explicação
Levados ao 2.º Distrito Policial (Rebouças), os três detidos negaram ter cometido o roubo, e disseram à reportagem que eles eram vítimas de assalto. No entanto, estavam com um revólver calibre 38. Desculparam-se dizendo que os bandidos fugiram quando a polícia os abordou.
Carlos e Gustavo já possuem antecedentes criminais por roubo. Adão possuía em sua carteira um alvará de soltura, que ainda seria verificado pelos policiais para descobrir de que unidade prisional e por qual crime. Gustavo ainda tentou explicar que ele não tinha passagem pela polícia, e que seu nome foi usado por um marginal que realizou um roubo no Pinheirinho, e deu seu nome quando foi preso. Nenhuma das explicações convenceu a Polícia Militar. A prisão do trio foi realizada pelos soldados Gilmar e Ederson, do 12.º Batalhão.