Era mãe de quatro filhos a mulher encontrada morta com um profundo corte no pescoço no Pinheirinho, terça-feira de manhã. Márcia Dias de Freitas, 29 anos, foi reconhecida ontem de madrugada pelo marido e irmãos no Instituto Médico Legal. Os parentes não imaginam quem a matou nem o porquê do crime, mas a polícia já levantou suas suspeitas.

O amásio Jackson Luís Rosa, 36 anos, contou que Márcia saiu da casa deles, no Pinheirinho, às 21h de segunda-feira. A intenção dela era tomar um ônibus na BR-116 com destino a Fazenda Rio Grande, onde moram seus irmãos. “Ela iria pedir dinheiro emprestado. Queria voltar com as quatro crianças para a casa da mãe dela, em Guarapuava”, disse Jackson. Segundo o amásio, o casal passava por dificuldades financeiras e havia sido despejado do imóvel. “Trabalho num lava-car, mas não tenho carteira registrada. Até as coisas se ajeitarem, ela e as crianças ficariam em Guarapuava e eu ia arrumar outro canto para ficar”, contou.

A casa onde viviam era próxima ao terreno baldio entre as ruas Valentin Nichele e Osório Damas de Oliveira, onde Márcia foi encontrada morta. Mas, de acordo com o amásio, o local não fazia parte do trajeto entre a moradia e o ponto do ônibus para Fazenda Rio Grande, na BR-116. Jackson disse ainda que Márcia não tinha inimigos nem passagem pela polícia. “Não faço idéia do que aconteceu. A única coisa que imagino é que um maníaco tenha atacado ela”, disse. Márcia foi encontrada nua da cintura para baixo, com as roupas jogadas ao lado.

Crack

Já a Delegacia de Homicídios apurou dados diferentes dos prestados por Jackson à imprensa. “Há informações de que ela se prostituía, o que é preciso ser checado com cuidado”, disse o delegado Sebastião Ramos Neto. Outra hipótese, ainda não confirmada, é que o marido saberia da suposta atividade da mulher, e até estaria tirando proveito disso. Jackson negou que a companheira fosse prostituta.

De acordo com o delegado, Márcia e o marido eram viciados em crack Å um cachimbo usado para consumo da droga foi encontrado junto ao corpo da mulher. Uma hipótese que não foi descartada é a de que um cliente possa ser o assassino. “Temos uma equipe nas ruas levantando outras pistas sobre o crime”, afirmou o delegado.