Com grama na boca e várias marcas de queimadura no peito e no pescoço, uma mulher, que aparentava 30 anos, foi encontrada morta em um matagal, próximo às cavas do Rio Iguaçu, no Caximba, na tarde desta quarta-feira (30). A polícia acredita que seja crime passional, mas somente após a identificação da vítima será possível ter mais informações sobre o motivo e autoria do homicídio. Esta é a terceira mulher morta em Curitiba e região, em seis dias.

O corpo foi achado por pescadores na divisa com Fazenda Rio Grande. A mulher tinha um grande ferimento na cabeça, que pode ter sido causado por uma pedrada, e dezenas de pequenas marcas de queimadura, similares a produzida por cigarro. No pescoço e parte do rosto queimaduras em linha, como se feitas com haste de ferro quente. As queimaduras intrigaram até a perícia do Instituto de Criminalística, que acredita que o crime tenha sido cometido na noite de terça-feira.

Relação

O delegado Danilo Zarlenga, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), supôs que a vítima tenha sido executada no local. “Possivelmente ela veio de comum acordo com uma pessoa de relação íntima e houve desentendimento”, afirmou. A falta de desalinho nas vestes da mulher e a configuração do local do crime, segundo o delegado, não indicam abuso sexual.

A vítima não aparenta ser usuária de drogas, de acordo com Danilo, pois estava com roupas bem cuidadas e unhas feitas. O delegado comentou que o capim colocado na boca da mulher pode ter sido uma maneira de o assassino “mandar alguma mensagem”. No caminho que levava ao corpo foram encontradas várias embalagens de preservativo.

A identificação da vítima, que deve ser feita no Instituto Médico-Legal (IML), será imprescindível para o prosseguimento da investigação. “Com a identidade vamos chegar ao histórico da vítima e saber sobre a vida pregressa dela, para que possamos identificar possíveis autores”, explicou. A mulher tinha cabelos médios e escuros, e vestia uma blusa marrom, jaqueta preta, calça jeans azul e tênis preto com rosa. Ela tinha uma tatuagem que lembra um dragão na lombar.

Terceira

Esse foi o terceiro assassinato de mulher em Curitiba e região em menos de uma semana. Na quinta-feira, em Colombo, Driele Aparecida Machado de Barros, 26, foi assassinada com vários tiros no meio da rua, minutos após furtar uma prancha de cabelo em um brechó. Na segunda-feira, Scheile Dias da Cruz, 25, foi encontrada morta no bairro Cachoeira, em Almirante Tamandaré. Ela foi atingida por cinco tiros e desovada no local por uma Kombi.

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