Três dias depois de um homem ser encontrado com o pênis decepado, morto a facadas, e enrolado em um cobertor, no Guabirotuba, a principal suspeita do crime foi presa por policiais da Delegacia de Homicídios. Vanessa Rodrigues de Souza, foi encontrada em uma pensão, ao lado do terminal da Vila Hauer e confessou o crime.

Aliocha Maurício
Vanessa tem três filhos.

O corpo da vítima, identificada apenas como Jorge, foi encontrado quarta-feira passada, por um trabalhador contratado para fazer a mudança do ex-marido de Vanessa.

Entre os poucos móveis que seriam transportados havia um tapete enrolado, em que foi encontrado o cadáver. O delegado Eduardo Kruger Costa esteve no local e mesmo sem saber quem era a vítima, trabalhou para identificar o autor do crime.

Para a delegada-chefe da DH, Vanessa Alice, o trabalho foi rápido e eficaz. “Foram colhidas provas, testemunhos e elementos necessários para pedir a prisão da mulher”, afirmou.

Carona

Na apresentação à imprensa, na tarde de ontem, no auditório da DH, Vanessa estava falante e novamente confessou o crime. Ela admitiu ser usuária de drogas há nove anos e disse que conheceu a vitima quando saía de um mocó na Vila Iguape, Boqueirão, onde os dois compravam crack.

“Não sei nada sobre a vida dele. Parece que se chamava Jorge e tinha um carro, pois no dia que nos conhecemos ele me deu carona”, contou. Na casa, a perícia encontrou restos de um pó branco semelhante a cocaína, junto com um estojo de maquiagem e isqueiros.

O material estava perto de onde o corpo estava enrolado. Depois do crime, segundo a polícia, Vanessa fugiu com o carro da vítima, que até agora não foi localizado pela polícia.

A mulher estava em liberdade provisória, depois de ser presa por tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Ela foi indiciada por homicídio qualificado e encaminhada ao Centro de Triagem I, em Piraquara.

Crime “insuportável”

Vanessa disse que, no dia do crime, depois dos dois se drogarem, a vítima confessou que tinha fantasias sexuais com crianças. “Fiquei louca, pois nunca suportei esse tipo de coisa. Mandei ele calar a boca e ele continuou falando, falando e as palavras machucavam o meu ouvido. Fui na cozinha e peguei uma faca e acertei a primeira vez”, completou.

Vanessa, que é mãe de três filhos, de 8, 12, e 14 anos, disse que ficou possuída. Sentou na frente dele mas ele, mesmo ferido continuou falando em pedofilia. “Acertei as outras facadas e cortei-lhe o pênis, porque queria colocar na boca dele, para que quem o encontrasse, soubesse que ele não era um morto comum, e sim um pedófilo filho da mãe”, relatou a moça, sem se exaltar em nenhum momento.