A tentativa de levar vantagem em cima da Previdência Social é uma prática relativamente comum, mas que devido à integração do sistema de dados do Instituto Médico-Legal (IML) com o banco de dados do INSS, costuma ser frustrada. Ontem, uma moradora de Foz do Iguaçu pagou caro pela tentativa infrutífera e foi presa, podendo agora ser condenada de um a cinco anos de reclusão. Ela permanece detida na cela da Polícia Federal em Foz, à disposição da Justiça.

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Na manhã de ontem, policiais federais da delegacia de Foz do Iguaçu foram acionados para efetuar a prisão em flagrante. E.F.C. tentava desbloquear o pagamento de benefício – um salário mínimo – na agência do INSS, referente ao seus filho P.L.C., deficiente físico morto por falência múltipla dos órgãos há dois anos.

Como o benefício não havia sido depositado, ela foi até o INSS desbloquear, informando ao funcionário que seu filho ainda estava vivo. Ela não contava, porém, com o atestado de óbito que estava de posse do funcionário.

E.F.C. recebeu voz de prisão em flagrante, com base no inciso III, do Artigo 171, em sua forma tentada.

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Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, o caso serve de alerta àqueles que insistem em tentar burlar a Previdência, já que os órgãos estão interligados e mais cedo ou mais tarde o crime será descoberto. Outra prática comum, que também é crime passível de prisão, é o saque do seguro-desemprego quando o contribuinte já está em novo emprego, mas pede para a empresa não registrar.