O assassinato de Adelina atraiu a atenção
dos vizinhos e provocou muita revolta.

Um assassinato praticado de forma cruel e covarde chocou os moradores de São José dos Pinhais, no final da tarde de sábado. Morta por asfixia, Adelina Werneck, 81 anos, foi encontrada seminua, deitada de bruços sobre sua cama. Ela estava com um lençol amarrado no pescoço, o que teria provocado a morte por asfixia, com os pés atados por uma tira de pano, e com as mãos para trás, presas por um estensor de moto. A polícia credita que ela também foi estuprada, já que havia bastante sangue no órgão genital da idosa. O crime aconteceu dentro da casa dela, na Rua XV de Novembro, centro daquele município.

A morte da anciã, que morava sozinha, só foi descoberta porque os vizinhos notaram que durante todo o sábado Adelina não saiu de casa para passear pelo bairro, como costumava fazer todos os dias. Eles foram até a casa, chamaram, e como a idosa não respondeu resolveram acionar a polícia. “Todo dia ela saía cedo para ir até a banca de jornal e depois almoçava e jantava em um restaurante próximo da casa. Os vizinhos estranharam o fato dela não ter feito isso no sábado e chamaram a polícia”, contou o investigador Elizeu Rodrigues, da delegacia local.

Covardia

Como a suspeita era de um mal súbito, por volta das 18h policiais militares foram junto com os socorristas do Siate até a casa de Adelina. Quando chegaram, viram que a porta dos fundos estava arrombada e ao entrar na residência, os PMs perceberam que havia uma única porta fechada, a do quarto da idosa. Ao abrí-la, eles se depararam com a cena de violência. “Foi chocante. Ela estava seminua, em cima da cama, só com as vestes de cima, e toda amarrada, além de ter sido provavelmente violentada. O quarto estava todo revirado. Ainda não constatamos furto porque a casa é muito grande. Vamos esperar a família para ver se algo foi roubado”, disse a policial Marluce, do 17.º BPM.

Dinheiro

De acordo com o policial Eliseu as investigações já começaram e há algumas suspeitas da autoria do crime. Adelina era pensionista federal e recebia uma aposentaria entre R$ 11 mil e R$ 12 mil. A empregada da idosa, que no dia do crime estava de folga, contou à polícia que todo o dia 5 de cada mês, Adelina a chamava para acompanhá-la até o banco, onde retirava cerca de R$ 8.500 mil e levava para casa. Este mês Adelina dispensou a companhia da empregada, o que a fez desconfiar que algo de errado estava acontecendo. “Ela nos contou que neste último dia 5 a vítima saiu de casa sozinha, por volta das 9h, e voltou às 12h30 dizendo para a empregada que já havia almoçado ido ao banco com um amigo. Ela disse ainda que a empregada poderia ir embora mais cedo porque Adelina tinha um encontro no final da tarde. Por volta das 19h os vizinhos viram quando ela chegou em casa, mas ninguém sabe com quem ela foi se encontrar. Pode ser que esse homem tenha visto o dinheiro dela e esperado uns dias para matá-la”, acredita Eliseu.

Outra hipótese é de que os autores do crime sejam guardadores de carro que cheiram cola e costumam ficar na rua onde Adelina morava. “Os vizinhos nos contaram que ela costumava conversar com eles, assim como fazia com os demais moradores, e eles podem tê-la seguido e visto pegar o dinheiro no banco, já que ela costumava andar sempre bem arrumada e usar muitas jóias”, finalizou o investigador.