Edicléia de Jesus de Souza Ferrareto, 42 anos, percebeu que corria perigo e ligou para o 190, mas não deu tempo de a polícia salvar sua vida. Ela foi executada com tiros na cabeça às 5h30 de ontem, em sua casa na Rua Ambrósio Truchen, Capão da Imbuia, enquanto seu filho e seu irmão se escondiam embaixo da cama. Os familiares acusaram um soldado da Rone – Ronda Ostensiva de Natureza Especial, de ter cometido o crime.

O assassino deu um tiro fora da casa e depois a invadiu gritando que iria “matar todo mundo”, conforme levantado pelo investigador Guimarães, da Delegacia de Homicídios. Ele quebrou a janela da casa e, lá dentro, atirou, perguntando aos berros: “Onde está o dinheiro?”. O filho, 17 anos, de Edicléia foi puxado para baixo da cama pelo seu tio, a fim de salvar suas vidas. A mulher, contudo, foi baleada na cabeça e caiu ao lado de sua cama. Depois, o assassino fugiu, deixando para trás a casa revirada.

Acusações

O filho dela se locomove em cadeira de rodas por ter sofrido um atentado há cerca de um mês, quando teria sido baleado. Os sobreviventes apontaram um soldado da Rone, que mora naquele bairro, como sendo o assassino. Ele estaria embriagado e com a voz rouca, quando invadiu a residência. A DH repassou as informações para a PM, que irá confirmar a participação do acusado no crime, e ajudará nas investigações.

Segundo policiais militares do Regimento de Polícia Montada – RPMont, que atenderam à ocorrência, a morte pode ter ligações com tráfico de drogas, pois naquela casa já teriam sido atendidas algumas ocorrências dessa natureza.

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