O juiz da Central de Inquéritos, Pedro Luiz Sansor Corat, indeferiu o pedido de revogação da prisão preventiva de Neviton Pretty Caetano. A decisão foi tomada na segunda-feira e o processo foi remetido ao Ministério Público, que tem dez dias para oferecer a denúncia. Na semana passada, a Justiça negou o pedido da defesa de liberdade provisória, referente à prisão em flagrante por porte ilegal de armas.

Dono do site TV Injustiça e da Vera Cruz Empreendimentos e Assessoria, Neviton é acusado de aplicar vários golpes em Curitiba e Região Metropolitana, lesando milhares de pessoas. Ele foi preso no último dia 7 de maio por policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

Defesa

O advogado Dálio Zippin Filho, que foi contratado por Neviton na última segunda-feira, informou que ainda está estudando quais medidas serão tomadas. Ele esclareceu que os pedidos de liberdade provisória e de revogação da prisão foram feitos por duas advogadas, que cuidavam do caso até a última segunda-feira. Zippin salientou que terá que analisar os quatro inquéritos que foram instaurados pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), sendo que três já foram remetidos à Justiça. Além de oito inquéritos antigos, que estão sendo apurados pela Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, 22 boletins de ocorrências e os procedimentos realizados pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC). “Só depois de estudar tudo, decidirei qual medida vou tomar”, afirmou o defensor.

Dívidas

Além das pessoas que registraram queixas contra Neviton e suas empresas, muitas outras sofreram prejuízos com os golpes praticados pelo acusado, que se fazia passar por advogado e jornalista. Um estacionamento, na Rua Doutor Muricy, onde Neviton guardava cinco carros da empresa, não recebeu o valor da mensalidade dos últimos dez dias. De acordo com funcionários do local, ele guardou os carros no local durante 40 dias, após deixar de ser cliente de outro estacionamento na mesma rua, que também teria sofrido prejuízo. Sabendo da dívida anterior o proprietário do estabelecimento aceitou Neviton como cliente, com a condição de que ele pagasse um mês adiantado. A dívida vencia no dia 5 de maio. Como Neviton não a quitou, o dono do estacionamento deu mais cinco dias de prazo. Com a prisão dele no dia 7, funcionários de Neviton retiraram todos os carros do local no dia 10, sem pagar a conta.