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Antônio, Derek e Fabiano foram denunciados pelo Ministério Público.

As sete testemunhas de acusação do homicídio que vitimou o mecânico industrial Aldoíno de Lima, 29 anos, serão ouvidas este mês, no Fórum de Araucária. O crime chocou a população de Araucária, devido à violência empregada pelos assassinos, que cortaram as pernas da vítima, antes de ocultar o cadáver. O mecânico foi assassinado no final de julho. Antônio Fernando Pietro Duarte, 25 anos, Derek Felipe Vaz, 19, e Fabiano José Gonçalves Coiado, 21, foram presos no dia 15 de agosto, junto com uma jovem de 18 anos, que não chegou a ser denunciada pelo Ministério Público. A promotora Stella Maria Flores Floriani Burda denunciou os três por homicídio qualificado, por motivo fútil, furto, vilipêndio e ocultação de cadáver. 

O advogado Matheus Gabriel Rodrigues de Almeida, defensor de Derek, disse que o processo já está quase no fim e os acusados devem ser levados a júri popular até março do ano que vem. ?Eles foram interrogados no dia 18 de setembro pelo juiz Cláudio Costa?, conta. Ele adiantou que caso o seu cliente seja pronunciado pela Justiça, não irá recorrer da decisão. ?O Derek era funcionário da oficina. Ele só participou da ocultação do cadáver porque foi forçado?, conta. Segundo ele, um adolescente que assumiu ser o autor dos disparos contra o mecânico foi quem obrigou Derek a ocultar o corpo do mecânico industrial. ?Este garoto era perigoso. Tanto que foi morto durante um confronto com policiais militares no dia 11 de setembro?, salientou o advogado.

Denúncia

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Aldoíno havia deixado seu Voyage para reparos na oficina de Antônio Fernando, onde Derek trabalhava. A vítima e o dono da oficina acertaram que o valor do conserto seria R$ 700. A vítima teria pago R$ 500. Porém, após mexer no carro, Antônio alterou o valor de seu serviço, aumentando em R$ 300. Como a vítima reclamou, Antônio parou de trabalhar no carro, retendo-o na oficina durante 60 dias.

No dia 31 de julho, a vítima comunicou Antônio que iria até a oficina, no Jardim Planalto, em Araucária, negociar. Segundo a promotoria, Antônio se mobilizou para que seu auxiliar Derek, e seus amigos Fabiano e o adolescente Ronald estivessem na oficina, já que o garoto tinha um revólver.

Aldoíno chegou ao local às 14h, e após discutir com Antônio, concordou em pagar R$ 280 e como restante do pagamento, entregaria ao mecânico a aparelhagem de som, que estava no carro. Momento em que Fabiano teria dado uma ?gravata? (golpe no pescoço) na vítima. Em seguida, o garoto obrigou a vítima a entrar na casa de Antônio Fernando, onde desferiu dois tiros na cabeça de Aldoíno. Na seqüência, os acusados teriam roubado R$ 500 da carteira da vítima e levado o corpo até um matagal nas proximidades. O Ministério Público enfatizou na denúncia que os quatro acusados dividiram tarefas, sendo que Antônio Fernando cortou as pernas da vítima usado um serrote. Os outros três teriam colocado partes do corpo dentro de sacos plásticos. Em pedaços, o corpo foi colocado em um carrinho de mão e levado ao matagal.